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Felicíssimo Sena diz que em sua gestão não foi discutida venda da Cachoeira Dourada

20 de Janeiro de 2010 às 18:53

Presidente da Celg entre março de 1991 e fevereiro de 1992, o advogado Felicíssimo Sena afirmou, durante entrevista, após a reunião da CPI da Celg, nesta quarta-feira, 20, que em nenhum momento durante a sua gestão à frente da Companhia foi discutida a possibilidade da venda de Cachoeira Dourada.

O ex-presidente destacou que “em 1991, a Celg já devia muito ao Sistema Eletrobrás”, impossibilitando o reajuste das tarifas e o aumento da arrecadação. Felicíssimo Sena falou sobre algumas de suas ações para diminuir o déficit da empresa, como reduzir o número de terceirizados e corte de verbas de publicidade.

O advogado destacou que o relatório divulgado pela
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) demonstra que, no período sob sua gestão, a empresa tinha o valor médio faturado idêntico ao valor médio vendido, sendo autossuficiente. “Tivemos a relação entre a geração e a entrega de energia elétrica mais uniforme de toda a história”, disse.

“Sob minha gestão, não vendemos nenhum patrimônio da Celg. Ao contrário, pagamos as empreiteiras que construíram a quarta etapa de Cachoeira Dourada”, afirmou o advogado. “Em 1991, a Celg era administrável, mesmo com a altíssima inflação. Tanto que chegamos a fixar um calendário para pagamento de faturas”, destacou.

Felicíssimo Sena afirmou, tambem, que “a Celg, ainda hoje, apesar das enormes dificuldades financeiras, pode ser viável economicamente, pois tem geração e mercado”. Questionado sobre as razões que propiciaram o endividamento da Companhia, afirmou que como qualquer outra empresa a Celg foi prejudicada, quando teve que cumprir obrigações que não pertencia a ela, desequilibrando a relação entre a receita e a despesa.

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