Ícone alego digital Ícone alego digital

Deputados afirmam que crescimento lento de empregos é reflexo da crise mundial

21 de Janeiro de 2010 às 17:29

Goiás fechou o ano de 2009 com saldo de empregados abaixo do esperado. De acordo com o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Cadeg) do Ministério do Trabalho, foram contratados com carteira assinada 34.404 trabalhadores espalhados nos segmentos de prestação de serviços, comércio, indústria da transformação e construção civil. Apesar de ter sido o maior número do Centro-Oeste, a expectativa inicial era a de que fossem criados de 61.858 postos de trabalho.

Para o primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, deputado Honor Cruvinel (PSDB), esses dados são reflexo da taxa de câmbio desvalorizada e da queda no agronegócio. “O agronegócio é uma grande alavanca da economia e criação de emprego. Com a desaceleração deste ramo, Goiás sente a diferença no número de vagas formais”, diz o deputado.

Honor Cruvinel, que já foi Secretário da Cidadania e Trabalho, no Governo do ex-governador, hoje senador, Marconi Perillo (PSDB-GO), ressalta a importância do Governo do Estado de Goiás se preocupar com esses dados e aproveitar, apesar das expectativas não alcançadas,  o resultado obtido. “Hoje Goiás está à frente do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O que vale, agora, é que o Governo estimule a vinda de novas indústrias e dê suporte à elas”, afirma o tucano.

“Goiás também sentiu a grande crise”

O deputado Júlio da Retífica (PSDB) afirma que os dados do Ministério do Trabalho podem ser explicados pela crise mundial que atingiu o mundo no ano passado, sendo sentida no Brasil e em Goiás. “O ano de 2009 foi atípico. Muitos pensam que nós não fomos atingidos, mas fomos. Claro que não foi na mesma intensidade de alguns Países e Estados, mas estes números são reflexo dela”, revela o parlamentar.

Enquanto em Goiás, o setor da construção civil anda com saldo positivo, criando 7.762 postos de trabalho em 2009, o setor agropecuário registrou saldo negativo de vagas formais, com a redução de 620 postos. A Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) mostrou que a crise mundial causou impactos na atividade primária.

Apesar da crise, a indústria de transformação foi responsável pela geração de 5.262 postos de trabalho formais em Goiás no ano passado. O saldo da atividade nesse período foi 11,1% maior do que o registrado em 2008, quando foram criadas 5.737 vagas formais.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.