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Ex-presidente diz que venda de usina provocou desequilíbrio em contas da Celg

21 de Janeiro de 2010 às 19:10

Em entrevista à imprensa, o economista Valdivino José de Oliveira, ex-presidente da Celg, não quis apontar causas para o endividamento da empresa, mas ressaltou que a estatal enfrentou grandes dificuldades para adequar suas contas em 1998, primeiro ano em que a Celg passou a comprar energia, pois deixou de ser geradora para ser apenas distribuidora, depois da venda da Usina de Cachoeira Dourada.

O economista participou de depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, na tarde desta quinta-feira, 21.  Segundo presidente da empresa a ser entrevistado pela CPI, Valdivino de Oliveira dirigiu a Celg de abril a novembro de 1998, no Governo de Naphtali Alves (PMDB). Na quarta-feira, 20, foi a vez de Felicíssimo Sena.

Valdivino de Oliveira disse que não tem condições de avaliar até que ponto a venda da usina de Cachoeira Dourada contribuiu para a atual crise da Celg, já que dirigiu a estatal por um período curto e depois disso se afastou de Goiás por nove anos. O economista, no entanto, não quis opinar sobre as causas do endividamento da empresa. “Sabe-se que hoje que a empresa tem um passivo muito grande. Mas há um relatório produzido pela Fipe e é esse relatório que pode dizer com exatidão quais são as causas desse problema”, específica.

Segundo ainda o economista, o prejuízo causado pela nova situação, em que a Celg passou a ter de comprar energia, foi menor do que o esperado, mas deixou claro que o negócio provocou um desequilíbrio nas contas. “Evidentemente que se você tira a receita de uma companhia, você enfraquece seu lado comercial”, comenta.

Para Valdivino, a Celg teria que ter adequado suas despesas ao nível das receitas que tinha antes da venda de Cachoeira Dourada. “Esse impacto negativo inicial nas contas poderia ser amortizado ao longo dos anos”, completa.

Em entrevista, Valdivino esclareceu ainda que a venda de ações da estatal, poucos dias antes da saída de Iris Rezende do Governo, em 1994, não provocou nenhum prejuízo ao patrimônio da empresa. O economista foi o responsável pela transação, pois na época ocupava o cargo de secretário da Fazenda.

Segundo ele, são improcedentes afirmações de que o dinheiro da venda dessas ações foi utilizado para o pagamento de empreiteiros. “O dinheiro foi para os cofres do Tesouro Estadual para ser utilizado em obras sociais”, afirmou.        

 

 

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