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Humberto Aidar diz que foi importante vinda de Valdivino de Oliveira à CPI da Celg

21 de Janeiro de 2010 às 20:11

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, o deputado Humberto Aidar (PT) considera que a participação do ex-presidente da empresa, o economista Valdivino José de Oliveira, na reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 21, no auditório Solon Amaral, reforçou a tese de que a crise na estatal foi realmente causada pela venda da Usina de Cachoeira Dourada.

Humberto Aidar explica que o depoimento foi importante, entre outros motivos, porque Valdivindo foi, praticamente, o primeiro gestor pós-venda de Cachoeira Dourada. Sua participação confirma a informação já divulgada pela Fipe, pelo TCE e por pesquisadores de que a venda de Cachoeira Dourada foi um grande equívoco. Ele falou isso como enconomista. "Aquele contrato de 15 anos em que a Celg foi obrigada a comprar energia por um preço elevado foi algo nefasto para a companhia”, comenta.

O deputado petista destaca também que Valdivino de Oliveira tocou em outro ponto importante que foi o problema da falta de gestões adequadas para adequar a nova realidade da Companhia, que passou a não mais contar com a receita vinda da venda de energia gerada por Cachoeira Dourada. “Ele foi também o primeiro depoente a disponibilizar a quebra de sigilo fiscal, telefônico e bancário”, completa.

Valdivino José de Oliveira é o segundo presidente da Celg a participar da CPI, como testemunha. O primeiro foi Felicíssimo Sena, que prestou depoimento nesta quarta-feira, 20. “Nós tivemos a oportunidade de ouvir dois ex-presidentes que ocuparam o cargo por um período curto e, agora, teremos a oportunidade ouvir outros presidentes que terão muito mais a explicar, como André Luiz Lins da Rocha”, afirma Humberto Aidar.  

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