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Empresas de fachada distribuíam propina para diretores da Celg, diz Humberto Aidar

26 de Janeiro de 2010 às 21:35

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, deputado Humberto Aidar (PT) diz que em breve poderá trazer a público denúncias de corrupção envolvendo empresas de fachada, mantidas por ex-diretores da estatal.

Em entrevista à imprensa, após audição promovida pela CPI, na tarde desta terça-feira, 26, com o ex-presidente da Celg, André Luis Rocha, o parlamentar informou também que serão aprofundadas investigações sobre empréstimos contraídos na gestão de André Rocha, que comandou a Companhia entre 2004 e 2007.

Humberto Aidar comenta que foi informado de um esquema envolvendo laranjas, empresas e ONGs de fachada que alimentavam esquema de corrupção envolvendo ex-diretores da empresa.

Segundo o parlamentar, as denúncias dizem respeito às empresas 212 Capital, comandada pelo lobista Sérgio Sá e a ONG Caminhar. Ambas seriam formadas por laranjas de diretores da Celg e funcionariam para desviar dinheiro da estatal. “Tenho informações de que o Ministério Público Estadual já está de posse de uma farta documentação que comprova a história. São denúncias pesadíssimas que envolvem distribuição de propina e de mala de dinheiro para diretor da Celg”, afirma.

O parlamentar petista comenta, ainda, que diretores dessas instituições de fachada já teriam sido presos em operações realizadas pela Polícia Federal. “Então não dá para admitir que empresas como essas tenham prestado serviços à Celg”, comenta.

Humberto Aidar explica que a CPI pretende também aprofundar investigações sobre empréstimos realizados durante a gestão de André Luiz Rocha. Para o relator, o dinheiro veio de empresas sem credibilidade. “Teria sido melhor se a Celg tivesse buscado esses empréstimos em instituições como o Banco do Brasil, por exemplo”, afirma.

O deputado informa, ainda, que será investigada a compra desnecessária, pouco antes de André Rocha ter assumido o comando da empresa, de um software que teria custado milhões de reais e não pode ser colocado em funcionamento.  
        

  

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