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“Uma empresa vai mal quando é mal administrada”, diz Francisco de Castro

26 de Janeiro de 2010 às 21:41

O ex-presidente da Companhia Energética de Goiás, de novembro de 1998 a janeiro de 1999, Francisco de Freitas Castro, prestou depoimento nesta terça-feira, 26, na Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da empresa nos últimos 25 anos.

De acordo com o ex-presidente, seus 40 dias à frente da Celg foram um período pacífico, de transição de Governos, onde cumpriu apenas pagamentos de praxe e de pessoal, não necessitando de nenhum empréstimo. “Na época, fizemos apenas a conclusão da rede subterrânea da TV Anhanguera e a iluminação da BR-153, no trecho que liga Goiânia à Aparecida. Logo após isso, entreguei a Companhia para Fernando Cunha”, afirmou.


O deputado Humberto Aidar (PT), relator da CPI, questionou o que, na opinião do ex-presidente, aconteceu nos últimos 25 anos que resultaram no endividamento da Celg, deixando-a nessa situação. “Não tenho elementos para afirmar isso, mas sei que com a venda de Cachoeira Dourada no governo de Maguito Vilela, a Celg não se preparou e nem se adequou com essa nova realidade. Como empresário, eu sei que uma empresa vai mal quando é mal administrada”, respondeu Francisco.

Daniel Goulart (PSDB), membro da CPI, perguntou também se houve falta de preparo dos gestores da Celg, que ao decidirem vender Cachoeira Dourada, não fizerem uma preparação da empresa para sobreviver sem sua geradora. Francisco de Freitas respondeu que as pessoas que ficaram por administrar a Companhia deveriam tê-la preparado; mas que também houve uma mudança de Governo e com isso é difícil haver uma continuidade nas gestões.

“Meu tempo à frente da Companhia foi muito curto e só posso apresentar a minha visão de empresário, de que houve falhas na administração da Celg, apesar de não ter acompanhada a gestão de outros colegas”, concluiu.

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