Helio de Sousa destaca créditos que a Celg tem para receber
Presidente da Comissão Paralmentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento da Celg, o deputado Helio de Souza (DEM) comenta que os depoimentos prestados por André Luis Rocha, Francisco de Castro e Clovis Machado, ex-presidentes da empresa na reunião desta terça-feira, 26, serviram para confirmar pontos que vem sendo destacados ao longo das investigações. Um deles é o da venda de Cachoeira Dourada. “Este negócio foi um divisor de águas para a empresa, já que a empresa deixou de ser produtora de energia para ser compradora”, afirma.
Outro aspecto relevante que o democrata destaca a partir dos depoimentos dos ex-presidentes é que a Celg não foi preparada para se manter dentro deste novo quadro. “A situação da empresa já não era boa, pois estava com dívidas de R$ 1,5 bilhão. Com a venda de Cachoeira Dourada, a situação ficou pior ainda”, analisa.
Helio de Sousa afirma também que normalmente somente as dívidas da Celg são citadas e não o que a empresa tem para receber, fato citado por Clovis Machado, que presidiu a Celg entre os anos de 2000 e 2001. “O que a Companhia tem para receber dos Governos estadual e federal pode chegar a R$ 3,5 bilhões”, estima.