"Apagão e 11 de setembro inviabilizaram venda da Celg", diz José Walter
Em entrevista à imprensa, o economista José Walter Vasquez Filho disse que, no período em que esteve na presidência da Celg, sua missão era vender a empresa. "A minha missão, quando assumi a Celg, era procurar alguém com dinheiro para capitalizar a empresa. A determinação do governador Marconi Perillo (PSDB) era para vender a Celg", disse.
Segundo José Walter, a empresa não foi vendida porque não se encontrou uma empresa que topasse pagar o que a empresa valia. "Com a queda das torres gêmeas em 11 de setembro de 2001 e o apagão no Governo FHC, o mercado se apequenou e não quis arriscar", afirmou.
Segundo José Walter, o fato de ter assumido a empresa com a missão de vendê-la evitou qualquer tipo de ingerência política. "Se houve, foi mínima, posso afirmar com certeza", disse.
Sobre a crise atual da empresa, José Walter disse que, no período em que foi presidente da Celg, as distribuidoras de energia no Brasil já estavam no vermelho. Ele disse também que a crise da empresa, como de qualquer outra, é de gestão. "O defeito de qualquer empresa estatal é tratar com igualdade o bom e o mau funcionário. Não há instrumentos no setor público que valorizem o funcionário trabalhador e penalizem aquele que só vai bater o ponto", concluiu.