Ênio Branco aproveita depoimento para se defender de denúncias
Ex-presidente da Celg, entre maio de 2007 e abril de 2009, o advogado Ênio de Andrade Branco aproveitou o início de seu depoimento para se defender das acusações que resultaram no bloqueio de seus bens e de outros quatro diretores da empresa. A denúncia diz respeito a possíveis irregularidades no contrato firmado pela Companhia com a Evoluti, que presta serviços em tecnologia de informação.
Ênio Branco disse que a CPI é uma oportunidade para que os ex-presidentes possam manifestar sobre suas gestões. O advogado afirmou que entende como legítimo o bloqueio judicial de seus bens. De acordo com ele, o juiz teve a sensibilidade de não encerrar o contrato e não bloquear as contas.
"A ação do homem público não se encerra ao sair do cargo. A responsabilidade permanence mesmo quando fora do cargo que ocupava. É evidente que o bloqueio dos bens não faz bem a ninguém. Não sei se houve irregularidades no contrato firmado entre Celg e Evoluti. A missão do presidente é estratégica; assina centenas, milhares de papéis ao longo do ano. O responsável por isso é o gestor do contrato", afirmou o advogado.