Goiás e a certificação de Estado livre da aftosa
* Daniel Messac é deputado estadual (PSDB), filósofo e teólogo (dmessac@hotmail.com)
Diz o ditado popular que quem faz o dever de casa merece o justo reconhecimento. Assim, o extraordinário avanço na sanidade animal do rebanho goiano, alcançado nos últimos anos, graças aos investimentos do governo, aos esforços dos técnicos e profissionais qualificados e, sobretudo, à nova consciência dos pecuaristas, deveria ser premiado com a suspensão das campanhas de vacinação contra a febre aftosa em Goiás, como já acontece no Estado de Santa Catarina.
Tanto o Ministério da Agricultura quanto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), dispõem de dados precisos, catalogados em levantamentos científicos, que respaldam amplamente uma decisão favorável a este reconhecimento oficial ao território goiano.
Pelo 14º ano consecutivo, Goiás ostenta o privilégio de não ter registrado nenhuma incidência dessa doença – infecção viral aguda e altamente contagiosa, que se caracteriza por lesões vesiculares, subsequentemente, por erosões do epitélio da boca, narinas, focinho, pés, tetas, úbere e pilares ruminais – e, portanto, tem credibilidade para reivindicar o fim da obrigatoriedade da vacinação.
O nosso Estado tem legitimidade e credibilidade para alcançar o estratégico status de zona livre de aftosa sem vacinação. Num primeiro momento, o mais sensato seria a redução de duas para uma no número de campanhas de vacinação por ano até a sua eliminação. Teríamos uma vacinação cheia no mês de maio, com a imunização de todo o rebanho. Já na etapa tradicional de novembro, somente os animais abaixo de dois anos seriam vacinados. Desse modo, não haveria mais a necessidade de vacinar todo o gado pela segunda vez.
Detentor de 20,2 milhões de cabeças de gado e 22,4 mil búfalos, Goiás figura desde 1995 na lista dos 16 estados brasileiros que possuem status de área livre de febre aftosa com vacinação, segundo a OIE. Porém, a nossa meta principal é o reconhecimento de Goiás como Estado livre sem vacinação. Esta é uma certificação da mais alta relevância, especialmente no tocante à comercialização da nossa carne no mercado de exportação. Rebanho sadio e devidamente atestado significa um forte estímulo às exportações em função da qualidade do produto.
O trabalho focado que envolve toda a cadeia da carne em Goiás tem sido recompensado e as perspectivas são muito promissoras. O nosso Estado é o maior exportador brasileiro desse produto. A carne produzida em Goiás chega às mesas de consumidores em mais de três dezenas de países em várias partes do mundo. A qualidade da proteína animal que o povo goiano e milhares de brasileiros experimentam diariamente há muitos anos, também é conferida pelos mais exigentes consumidores em todo o mundo. Isso é resultado da eficácia do trabalho de sanidade preventiva realizado em Goiás.
Como demonstração nítida de reconhecimento à nossa condição de zona livre de febre aftosa, a China – maior comprador dos produtos goianos – anunciou recentemente que Goiás está autorizado a exportar carne bovina para aquele país. Isso é reflexo das comprovadas boas condições sanitárias da produção goiana.
Certamente, conquistando o almejado e justo status de zona livre de aftosa sem vacinação, as exportações goianas de carne – em setembro do ano passado somente em bovinos, foram comercializados no mercado externo nada menos que US$ 46,5 milhões – vão crescer muito mais, concretizando a abertura de novos mercados.
Por outro lado, a vacinação única, defendida por todas as entidades representativas do setor, significaria uma economia anual para o produtor estimada em cerca de R$ 20 milhões em vacina. Já a sua idealizada eliminação dobraria os valores dessa economia. Dentre outras vantagens, serão prevenidos muitos acidentes que acontecem frequentemente com os animais e com os trabalhadores, no momento da vacinação, além da perda de peso do gado e a queda na produção de leite.
Portanto, o Estado de Goiás se estruturou, isto é, vez o seu dever de casa, e está apto, maduro e unido em torno do objetivo de ser declarado pelo Ministério da Agricultura estado livre da aftosa sem vacinação.
Diz o ditado popular que quem faz o dever de casa merece o justo reconhecimento. Assim, o extraordinário avanço na sanidade animal do rebanho goiano, alcançado nos últimos anos, graças aos investimentos do governo, aos esforços dos técnicos e profissionais qualificados e, sobretudo, à nova consciência dos pecuaristas, deveria ser premiado com a suspensão das campanhas de vacinação contra a febre aftosa em Goiás, como já acontece no Estado de Santa Catarina.
Tanto o Ministério da Agricultura quanto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), dispõem de dados precisos, catalogados em levantamentos científicos, que respaldam amplamente uma decisão favorável a este reconhecimento oficial ao território goiano.
Pelo 14º ano consecutivo, Goiás ostenta o privilégio de não ter registrado nenhuma incidência dessa doença – infecção viral aguda e altamente contagiosa, que se caracteriza por lesões vesiculares, subsequentemente, por erosões do epitélio da boca, narinas, focinho, pés, tetas, úbere e pilares ruminais – e, portanto, tem credibilidade para reivindicar o fim da obrigatoriedade da vacinação.
O nosso Estado tem legitimidade e credibilidade para alcançar o estratégico status de zona livre de aftosa sem vacinação. Num primeiro momento, o mais sensato seria a redução de duas para uma no número de campanhas de vacinação por ano até a sua eliminação. Teríamos uma vacinação cheia no mês de maio, com a imunização de todo o rebanho. Já na etapa tradicional de novembro, somente os animais abaixo de dois anos seriam vacinados. Desse modo, não haveria mais a necessidade de vacinar todo o gado pela segunda vez.
Detentor de 20,2 milhões de cabeças de gado e 22,4 mil búfalos, Goiás figura desde 1995 na lista dos 16 estados brasileiros que possuem status de área livre de febre aftosa com vacinação, segundo a OIE. Porém, a nossa meta principal é o reconhecimento de Goiás como Estado livre sem vacinação. Esta é uma certificação da mais alta relevância, especialmente no tocante à comercialização da nossa carne no mercado de exportação. Rebanho sadio e devidamente atestado significa um forte estímulo às exportações em função da qualidade do produto.
O trabalho focado que envolve toda a cadeia da carne em Goiás tem sido recompensado e as perspectivas são muito promissoras. O nosso Estado é o maior exportador brasileiro desse produto. A carne produzida em Goiás chega às mesas de consumidores em mais de três dezenas de países em várias partes do mundo. A qualidade da proteína animal que o povo goiano e milhares de brasileiros experimentam diariamente há muitos anos, também é conferida pelos mais exigentes consumidores em todo o mundo. Isso é resultado da eficácia do trabalho de sanidade preventiva realizado em Goiás.
Como demonstração nítida de reconhecimento à nossa condição de zona livre de febre aftosa, a China – maior comprador dos produtos goianos – anunciou recentemente que Goiás está autorizado a exportar carne bovina para aquele país. Isso é reflexo das comprovadas boas condições sanitárias da produção goiana.
Certamente, conquistando o almejado e justo status de zona livre de aftosa sem vacinação, as exportações goianas de carne – em setembro do ano passado somente em bovinos, foram comercializados no mercado externo nada menos que US$ 46,5 milhões – vão crescer muito mais, concretizando a abertura de novos mercados.
Por outro lado, a vacinação única, defendida por todas as entidades representativas do setor, significaria uma economia anual para o produtor estimada em cerca de R$ 20 milhões em vacina. Já a sua idealizada eliminação dobraria os valores dessa economia. Dentre outras vantagens, serão prevenidos muitos acidentes que acontecem frequentemente com os animais e com os trabalhadores, no momento da vacinação, além da perda de peso do gado e a queda na produção de leite.
Portanto, o Estado de Goiás se estruturou, isto é, vez o seu dever de casa, e está apto, maduro e unido em torno do objetivo de ser declarado pelo Ministério da Agricultura estado livre da aftosa sem vacinação.