CPI da Celg
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos, prossegue, nesta terça-feira, 9, a partir das 14 horas, a etapa dos depoimentos. A assessoria da comissão confirmou oitivas do ex-prefeito de Santa Helena, Judson Lourenço; do diretor-presidente da Engevix, Cristiano Kock, e do diretor-sócio da empresa Hotline, Gentil Machado Filho.
O primeiro a depor será o ex-prefeito de Santa Helena de Goiás, Judson Lourenço, que deverá esclarecer as circunstâncias de um acordo que seria firmado com a Celg para recebimento de créditos de ICMS.
O presidente da CPI da Celg, deputado Helio de Sousa (DEM), descartou publicamente a possibilidade de nova prorrogação dos prazos de trabalho. O democrata afirmou que seguirá a determinação do Regimento Interno da Assembleia Legislativa de que a Comissão seja extinta após 180 dias, improrrogáveis
Na última reunião, na quarta-feira, 3, a CPI da Celg aprovou requerimento proposto pelo deputado José Nelto (PMDB), que convoca representantes de oito empresas que possuem contratos com a Celg, como Evoluti, Endesa e Hotline. Os depoimentos dos novos convocados poderão ultrapassar 11 de fevereiro, data-limite definida em reunião dos deputados-membros na última terça-feira, 2.
O relator da Comissão, deputado Humberto Aidar (PT), afirmou que seria favorável à aprovação de requerimentos de convocação de empresas que possuem contratos com a Companhia somente se houvessem indícios de sua real necessidade.
O deputado Daniel Goulart (PSDB) também ressaltou que é necessário intimar representantes de empresas terceirizadas junto à Celg. De acordo com ele, é estranho que seja produzido relatório sem ouvir todas as partes envolvidas. "Estou preocupado com o nosso relatório. Já não vamos ouvir os ex-governadores. Acho que deveríamos encontrar uma maneira de ouvir todas as partes envolvidas, ainda que seja nos sábados e domingos", afirmou o tucano.