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Presidente da Engevix diz que contratos com Celg foram honestos

09 de Fevereiro de 2010 às 20:03

Em entrevista a jornalistas, o diretor-presidente da empresa de engenharia consultiva Engevix, Cristiano Kock, que compareceu à CPI da Celg na tarde desta terça-feira, 9,  disse que sempre prestou serviços de qualidade e com lisura para a Celg e outras estatais de energia espalhadas pelo País.

"Faço contratos com a Celg desde 1979, inclusive o da construção da usina de Cachoeira Dourada em 1984. Por último, gerenciamos o programa Luz para Todos, que levou energia elétrica para mais de 18 mil residências em menos de um ano", afirmou. Segundo Kock, mais de 80 profissionais de sua empresa ajudaram a Celg neste último trabalho.

Kock comentou também sua relação com o economista Sérgio Luiz Pompeu Sá, preso pela Polícia Federal (PF) há dois anos. "É simples explicar: nós contratamos uma empresa de serviço chamada Prosper, cujo presidente era o economista Sérgio Sá, para nos auxiliar", disse. Grampos telefônicos da PF revelaram em abril de 2008 que membros do Governo de Goiás mantinham relações com Sérgio Sá e o empreiteiro Zuleido Veras, da Gautama, que são os dois protagonistas do esquema de fraude de licitações de obras públicas desmontado pela Operação Navalha da PF.

A empresa Engevix, de acordo com as gravações da PF, aparece na Operação Navalha por intermédio do economista Sérgio Sá, que atuaria como lobista nos ministérios dos Transportes e de Minas e Energia. A empresa de Sérgio Sá - Prosper - foi contrada pela Engevix.

Cristiano Kock negou que Sérgio Sá seria "braço direito da Engevix". "Ele nunca foi e nunca será braço direito da empresa que eu presido", afirmou. O economista Sérgio Sá chegou a negociar com diretores da Celg aditivo de R$ 1,1 milhão sobre um contrato de R$ 4,5 milhões do programa Luz para Todos, do Governo Federal. O diretor-presidente da Engevix afirmou que seus contratos com a Celg se encerraram em 2007. "Todos os contratos que fiz com a Celg em mais de 30 anos, que eu saiba, nunca tiveram dispensa de licitação, todos foram feitos com lisura", afirmou.

Kock não negou que a Engevix tenha feito doações eleitorais para várias campanhas espalhadas pelo País. "Nós queremos contribuir com quem tem compromisso com o País, só não lembro especificamente se contribuí com alguém em Goiás", disse.

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