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"Não encontrei terra arrasada ao assumir a Celg", afirma Fernando Cunha

10 de Fevereiro de 2010 às 14:34

Ex-presidente da Celg, Fernando Cunha Júnior, disse que não encontrou terra arrasada na companhia ao assumir sua gestão. De acordo com ele, a transição foi tranquila e com respeito de ambas as partes. O gestor disse que ainda conseguiu realizar um convênio para auxiliar a saúde financeira da empresa.

"Formamos nossa diretoria com dois técnicos da melhor categoria a partir do quadro de carreira da Celg. Não houve uma tomada complicada. Foi muito respeitosa e pacífica. A dívida que asssumi era de aproximadamente R$ 1,4 bilhões", afirmou o ex-presidente.

Fernando Cunha disse ainda que, se fosse presidente da Celg à época da privatização da Usina de Cachoeira Dourada, não seria favorável à venda. De acordo com ele, caso assumisse após a transferência do ativo, teria buscado os recursos junto ao governo estadual para investir na empresa.

"A CPI da Celg vai dizer o que ocorreu com a Celg. O relatório da Fipe já indica muito o que houve na empresa ao longo dos anos. É difícil dar uma resposta para afirmar todas as causas do endividamento. Acredito que o relator Humberto Aidar vai oferecer uma resposta sobre o que de ocorreu", Fernando Cunha.

O deputado Coronel Queiroz (PTB) havia questionado se Fernando Cunha havia encontrou a sensação de terra arrasada. O parlamentar argumentou que não havia projeto para a transição da empresa após a venda de sua principal geradora, mas indagou o que teria proposto se fosse presidente à época da privatização.

"Nessa preparação poderia incluir uma mudança de mentalidade de gestão da Celg. A empresa perdeu uma importante fonte de receita, a galinha dos ovos de ouro, que era Cachoeira Dourada. Deveria ter ocorrido uma preparação administrativa e financeira para essa nova realidade", afirmou Coronel Queiroz.

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