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Fernando Cunha Júnior destaca que endividamento diminuiu em sua gestão

10 de Fevereiro de 2010 às 15:47
Ex-presidente da Celg, Fernando Cunha Júnior, que participou na manhã desta quarta-feira, 10, da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os motivos do endividamento da Celg, declarou em entrevista que sua participação possui o objetivo de colaborar com os trabalhos da Comissão. Segundo ele, sua gestão (de janeiro de 1999 a julho de 2000) foi marcada por um período no qual a empresa ao invés de sofrer endividamento, apresentou melhoras na situação financeira.

“Fiz um depoimento aqui baseado no relatório da FIPE e esse relatório é um documento que traz toda a vida da empresa dentro do período estudado. Assim, para minha plena satisfação, esse relatório mostra que, na minha gestão, a Celg sofreu melhoras em sua condição financeira”, comentou o ex-presidente.

Fernando Cunha apontou alguns fatores e ainda uma observação feita pelo deputado estadual Daniel Goulart (PSDB) - que também é membro da Comissão -, que avalizam sua afirmação. “Diminuímos o déficit e melhoramos outros aspectos da Companhia. Inclusive o deputado Daniel Goulart utilizou uma expressão muito interessante dizendo que os ex-presidentes que são convocados para depor nesta CPI possuem o principal dever de esclarecer sobre o endividamento da empresa em suas gestões. Eu, porém, fui chamado para colaborar com informações, tendo em vista que, sobre endividamento, em minha gestão, no período de janeiro de 1999 a julho de 2000, não houve”, destacou.

O ex-presidente apontou ainda que um grande fator que colaborou para o endividamento atual, foi a venda da Usina de Cachoeira Dourada. “A venda da usina foi um crime, um absurdo cometido contra o Estado de Goiás. E nós mostramos aqui que se a mesma não tivesse sido vendida, teríamos pago todo endividamento que assumimos na gestão e ainda sobraria dinheiro. Isto, considerando somente o que passamos a pagar com a compra de energia que anteriormente era gerada pela usina. Além disso, existe ainda o fato do dinheiro arrecadado com a venda não ter ficado na empresa e ter ido para o Estado”, finalizou.

Durante a tarde, a partir das 14 horas, os deputados-membros retomam a coleta de depoimentos do empresário Paulo Hernani, da Arca. A participação do presidente da Companhia, Carlos Silva, está prevista para 16 horas. Carlos César do Espírito Santo, cuja empresa também é prestadora de serviços para a Companhia, também deverá comparecer à CPI. Sua oitiva está prevista para as 18 horas.
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