Presidente Carlos Silva afirma que passivo total da Celg é de R$ 5,7 bilhões
O presidente da Celg, Carlos Silva, afirmou que o passivo é de R$ 5,7 bilhões. De acordo com ele, o valor é fruto de premissas de avaliação, que considerou dívidas consolidadas também. O engenheiro disse que passivo são obrigações e que precisam ser colocados no balanço para oferecer transparência, já que se trata de companhia de capital aberto.
"Procuramos nos adequarmos à nossa despesa. O problema da Celg é a falta de equilíbrio de receita e despesa. Para angariar novos clientes depende de crescimento vegetativo e de demandas localizadas. Por isso, precisamos gerenciar nossos custos a partir da receita disponível", afirmou o engenheiro.
Carlos Silva disse que para se entender o processo de endividamento é necessário contextualizá-lo no tempo. De acordo com ele, em 1980, o reajuste da tarifa levava em conta a inflação. O engenheiro afirmou que houve depreciação do valor real da tarifa ao longo dos anos.
"As empresas do setor elétrico estão preocupadas com o fim da concessão, em 2015, caso da maioria das empresa. As tarifas, até 1995, eram únicas. Foram segregadas na década de 1990, da qual uma parte há custos não gerenciáveis pela companhia. Trata-se de modelo inglês, adotado em uma realidade sem inflação", afirmou o presidente da Celg.
Carlos Silva afirmou que não realizou gastos com publicidade em 2009, à exceção do que era necessário, como campanha de educação. De acordo com ele, ainda assim isso resultou em investimento da ordem de aproximadamente R$ 2,2 milhões.
O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar (PT), havia questionado sobre o real valor da dívida por parte da Companhia. O parlamentar indagou ainda sobre quais seriam os fatores que colaboraram para a atual situação de endividamento.