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Juquinha disse que deixou dívidas e recursos para pagá-las

11 de Fevereiro de 2010 às 12:45

Ex-presidente da Celg, o engenheiro civil José Francisco Das Neves, o Juquinha, afirmou que deixou R$ 570 milhões em dívidas ao sair da presidência da Companhia. De acordo com ele, haveria R$ 390 milhões a receber em contas em atrasado e débitos junto ao Governo Federal.

"Havia valores a receber quando deixei a Celg. Ou seja, ainda que se contabilize prejuízo durante meu período, havia recursos que entrariam na Companhia, de modo que não deixei dívidas", afirmou Juquinha.

O ex-presidente afirmou que considera o relatório da Fipe bem estrutado e o citou como referência para indicar razões do endividamento da Celg. De acordo com ele, os pontos notáveis apontados pelo documento seriam, de fato, as causas dos problemas financieros da empresa.

"O relatório da Fipe mostra pontos notáveis da dívida da Celg. O primeiro seria o débito com Furnas, que provocou um impacto grande na saúde da empresa", afirmou o engenheiro.

Juquinha afirmou que tinha posição contrária em relação à privatização da usina de Cachoeira Dourada. De acordo com ele, sua opinião não representava a decisão de venda, que seria do Governo de Goiás.

"Entendo que a usina deveria não ter sido vendida. Essa era minha posição na época, mas a decisão caberia ao Governador. Poderia ter sido repassada para outros órgão do Estado, mas permanenceria nas mãos do Governo. Sabia que a Celg iria perder uma parte muito importante de seu patrimônio", afirmou o engenheiro.

O ex-presidente criticou a inadimplência da Celg junto à Eletrobrás, fato que impede o reajuste tarifário, provocando um déficit no fluxo de caixa e faturamento da Companhia. De acordo com ele, isso deveria ser resolvido com urgência para permitir que a empresa possa melhorar sua saúde econômico-financeira.

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