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CPI da Celg

11 de Fevereiro de 2010 às 13:21
Juquinha diz que Celg não influiu na tarifa contratual após venda de Cachoeira Dourada. Próximo a falar, é da empresa Evoluti.

Durante seu depoimento à CPI que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos, na manhã desta quintaa-feira, 11, o ex-presidente da Celg, o engenheiro civil José Francisco das Neves, o Juquinha, afirmou que o valor da tarifa que a Celg deveria pagar pelo megawatt - cuja compra seria obrigatório pelos 15 anos subsequentes à privatização - para o consórcio que adquiriu Cachoeira Dourada havia sido definido pelo Dnaee. De acordo com ele, a Companhia não teve influência no valor definido em contrato. Às 11 horas presta depoimento à CPI, o diretor-presidente da Evoluti, Paulo de Tarso Teixeira Rabello.

"Em relação ao processo de venda de Cachoeira Dourada, foi totalmente feito pela Comissão Estadual de Desestatização. Quanto à tarifa, que provoca isso, foi realizado um mix entre os valores praticados por Furnas e Itaipu. O valor firmado pelo contrato havia sido aprovado pelo Dnaee", afirmou o engenheiro.

Juquinha disse que, ao assumir a Celg durante o Governo Santillo (1987-1990), disse que teve de paralisar as obras da quarta etapa de Cachoeira Dourada por causa de falta de recursos em caixa. De acordo com ele, ao assumir a presidência novamente em 1998, realizou um dos maiores enxugamentos da história da Companhia.

"Consegui cortar na própria carne. Consegui reduzir quase pela metade a folha de pagamento da Celg na época. Ficar sem o reajuste de tarifas é mortal para a Saúde econômica da Companhia. Não se pode dever o sistema elétrico ou a Eletrobrás. Fere de morte a empresa. É preciso cortar os gargalos e as dificuldades", afirmou Juquinha.

O presidente Helio de Sousa (DEM) citou que a perda de recursos derivados da ausência de reajuste tarifário resulta em prejuízo significativo para a Celg. De acordo com o democrata, isso resulta em aproximadamente R$ 25 milhões a menos nos cofres da Companhia.

O relator da CPI da Celg, Humberto Aidar (PT), havia questionado sobre o total de R$ 570 milhões em dívidas que teria deixado durante a gestão de Juquinha a frente da Celg. O parlamentar também indagou se o ex-presidente teria ao menos tentado convencer o governador Maguito Vilela a não privatizar Cachoeira Dourada.

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