Os riscos do carnaval
Para a alegria de milhões de foliões e turistas, vai começar a principal festa popular brasileira. O carnaval tem o poder de alterar a rotina do País, mesmo daqueles que não gostam, mas aproveitam o feriado prolongado em busca de outras aventuras. É na folia ou nos excessos praticados pelas pessoas que assistimos todos os anos, pela mídia, o drama de milhares de famílias que perdem no trânsito das ruas, das rodovias e em outras circunstâncias pessoas que amam. São vítimas do álcool e da direção, das drogas que desintegram a nossa sociedade e das peraltices inerentes aos homens e mulheres.
É preciso repetir exaustivamente para os filhos, os jovens, a necessidade de se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a aids. Mostrar que não existe retorno, não existe arrependimento que devolva a saúde de quem for contaminado pelo vírus HIV, numa aventura sexual sem o uso de preservativo. Não ter medo de dizer não às drogas e sim à vida.
A responsabilidade pelos números assustadores de vítimas do desatino de motoristas, turistas e dos foliões é de toda a sociedade. É preciso o envolvimento dos pais, dos amigos, do parceiro orientando e mostrando para os mais exaltados os riscos de uma imprudência, normalmente alimentada pela bebida alcoólica. Não há aparato policial capaz de evitar tantas tragédias, vitimando pessoas nos mais distintos locais: num rio, numa rodovia ou numa avenida repleta de foliões.
Imprudências que extrapolam o drama das famílias, refletindo em vários setores do Estado, principalmente na saúde. A sociedade paga caro pelas consequências causadas por aqueles que transformam a maior festa popular do País num aperitivo para suas aventuras, vitimando a sua e a vida de milhares de pessoas, que muitas vezes acabam nos leitos dos hospitais, onde poderiam estar outros pacientes. O retorno ao lar de quem saiu em busca de divertimento é a certeza da continuidade da vida, da mão de Deus nos momentos de alegria vividos nesses longos dias de carnaval.