Endesa não participa de oitiva; CPI cobra penalidade por ausência
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos, Helio de Sousa (DEM), informou que a Endesa Engenharia, grupo que comprou a usina de Cachoeira Dourada da Celg, encaminhou fax manifestando a ausência de seu presidente, Guilherme Lancastre. De acordo com ele, há elementos suficientes para proceder ao indiciamento e que recomendará ao Ministério Público as devidas medidas legais.
"Uma empresa que foi a mais beneficiada em todas as causas do endividamento, acreditar que há outro evento que tenha prioridade é um descaso. Orientei a assessoria jurídica para que não seja feita nova convocação. Entendo que as pessoas deveriam entender como oportunidade para se defender de acusações. Não vindo, A CPI vai tomar as devidas providências", afirmou o democrata.
O relator Humberto Aidar (PT) disse que a Endesa, ao não atender à intimação da CPI, vai indicar a empresa. De acordo com ele, há denúncias de que a empresa seria abrigada em um paraíso fiscal.
"É lamentável que o diretor-presidente mande um fax dizendo que não vem. Mas a empresa sofrerá todas as penalidades que uma CPI pode realizar caso não cumpra uma intimação. Esta empresa terá graves problemas com a Justiça. Ao não comparecer surgem indícios de que tudo o que foi dito sobre esta empresa procede. Quem não deve não teme", afirmou o petista.