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CPI da Celg

22 de Fevereiro de 2010 às 19:39
Edna Andrade, do TCE, resume situação do endividamento da Celg no período 2003-2008, na apresentação de dados.

Supervisora dos trabalhos dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE), a analista Edna Andrade disse que, a partir de 2003, foram tomadas medidas para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da Celg. A técnica expõe dados sobre endividamento da Celg durante reunião, na tarde desta segunda-feira, 22, da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga endividamento da Celg nos últimos 25 anos.  De acordo com ela, o mercado à época teve retomada de crescimento de 9,35% de demanda, acima da média nacional, de 4,7%.

"Foram realizadas renegociações que alteraram o perfil do endividamento, alterando sua característica de curto para longo prazo. A Celg buscou acordos para sanar dívidas do Governo Estadual e da Saneago, além dos valores que a União deveria repassar à companhia em função dos subsídios concedidos à Codemin. Em 2003, a empresa teve lucro", informou Edna Andrande.

A analista disse que, em 2004, foram realizados dois reajustes tarifários pela Aneel e um acordo firmado com as Centrais Elétricas de Cachoeira Dourada (CDSA), com tarifa mediada pela Aneel, cuja tarifa foi abaixo do valor do contrato original e repassados aos consumidores de baixa renda. De acordo com ela, foram iniciados os preparativos para buscar de recursos para retomada do equilíbrio econômico-financeiro da empresa.

"Em 2004, houve lucro de R$ 77,4 milhões, apesar de menor do que ocorreu em 2003. O valor favorável se deu em função de Cofins. O lucro em 2005 foi de R$ 117,9 milhões", afirmou a supervisora do TCE.

Edna Andrade afirmou que, em 2005, foi realziada a primeira revisão tarifária períodica e novas renegociações junto à Eletrobrás, com a inclusão de débitos. De acordo com ela, houve transferência nesta época de alguns consumidores industriais com decréscimo de mercado cativo para a Celg.

"A variação cambial foi positiva, provocando reajuste nos juros de dívida em moeda estrangeira. Houve reavaliação do imobilizado, que impactou de forma positiva. Os bens patrimoniais estão registrados pelo custo histórico; a reavaliação é importante para fins de concessão", informou a analista, que citou ainda a medida como aumento do patrimônio líquido da Companhia.

Edna Andrade disse que, em 2006, foram realizadas novas renegociações com a Eletrobrás e inclusão de ovos débitos, como a conta de consumo de combustíveis. Houve também, informou a analista, novo reajuste tarifário neste ano, com média de 11,37%.

"Também houve revisão do contrato com as CDSA, cuja extensão se ampliou até 2015. O crescimento foi menor do que em 2005. Neste ano, 2006, houve aumento dos prejuízos acumulados e redução do patrimônio líquido, que caiu de R$ 1,230 bilhões para R$ 966 milhões", afirmou a analista.

Edna Andrade disse que, para a Celg, 2006 foi o ano em que o endividamento mais cresceu. De acordo com ela, hovue reversão da estratégia de obter equilíbrio econômico-financeiro, provocada pelo aumento do endividamento de curto prazo. De acordo com ela, em relação ao curto prazo, houve aumento nde 89,94% no total de empréstimos e financiamentos.

A analista informou que, em 2007, houve foco na distribuição e crescimento de energia. De acordo com ela, houve crescimento de 9,77% no mercado. A Celg, disse a supervisora, teve neste ano prejuízo de R$ 176 milhões. "Em 2008, os relatórios de administração indicam que houve prejuízo neste ano de R$ 244 milhões e crescimento de mercado da ordem de 5,81%".

Edna Andrade afirmou que a capacidade de pagamento de curto prazo do período entre 2003 e 2008 caiu de R$ 0,97 para R$ 0,46, respectivamente, para cada R$ 1 real a receber. De acordo com ela, a rentabilidade do ativo caiu de R$ 0,43 para R$ 0,30 no período.

"A Celg foi se tornando cada vez menos autossustentável. A situação financeira piorou de forma acentuada e houve dificuldades para honrar compromissos a curto prazo, com redução da capacidade de se autofinanciar", afirmou Edna Andrade.

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