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Jardel Sebba quer mais debate sobre projeto da Celg

16 de Março de 2010 às 17:49
Jardel Sebba, relator do projeto que solicita autorização para venda de ações da Celg à Eletrobrás, diz que a audiência pública foi um sucesso e defende, juntamente com representantes dos servidores da Celg, mais debate sobre o tema. A audiência foi realizada na tarde desta terça-feira, 16, no auditório Costa Lima. Servidores e deputados querem discutir modelo de gestão se projeto for aprovado.

Jardel Sebba, relator do projeto que solicita autorização para venda de ações da Celg à Eletrobrás, diz que a audiência pública foi um sucesso e defende, juntamente com representantes dos servidores da Celg, mais debate sobre o tema. A  audiência foi realizada na tarde desta terça-feira, 16, no auditório Costa Lima. O principal ponto que ainda precisa ser melhor discutido é o modelo de gestão a ser adotado dentro de uma provável nova realidade acionária, segundo manifestaram deputados e servidores.

Servidores e parlamentares debateram, com o plenário lotado de servidores, técnicos e parlamentares, sobre as consequências da venda de 41,08% das ações da estatal para a Eletrobrás. A audiência foi promovida conjuntamente pelos deputados Jardel Sebba (PSDB) e Mauro Rubem (PT).

Compuseram a mesa, além dos promotores do evento, os deputados Daniel Goulart (PSDB), Honor Cruvinel (PSDB) e Evandro Magal (PP); o presidente da Celg, Carlos Silva; os diretores do Stiueg, Washington Fraga e Javan Rodrigues; o presidente da Centrac da Secretaria da Fazenda, Einstein Paniago; o assessor da presidência da Eletrobrás, Jack Steiner; e o promotor Erico de Pina Cabral. Os deputados Júlio da Retífica (PSDB), Luiz Cesar Bueno (PT), Coronel Queiroz (PTB), Fábio Sousa (PSDB) e Cilene Guimarães (PR) também estavam presentes.

O deputado Mauro Rubem (PT) defendeu a federalização da companhia goiana. A audiência teve início às 13 horas desta terça-feira, 16, e prossegue no auditório Costa Lima. "É nossa obrigação garantir o direito dos trabalhadores que devem atuar como fiscalizadores da Celg. Acima de tudo, é importante que a empresa continue sendo pública. Os sindicatos presentes que criticam a federalização têm uma certa razão, mas a realidade nos impõe o acordo com a Eletrobrás", afirmou o petista.

Mauro Rubem disse ainda que, na presente situação, a companhia goiana deveria adotar novas práticas de gestão pública, que favorecessem o bom desempenho de suas funções. "Não podemos simplesmente aportar novos recursos públicos, sem adotar novas práticas de gestão", ponderou.

Jardel Sebba, relator do projeto que solicita autorização para venda de ações da Celg à Eletrobrás, diz que a audiência pública foi um sucesso e defende, juntamente com representantes dos servidores da Celg, mais debate sobre o tema. A  audiência foi realizada na tarde desta terça-feira, 16, no auditório Costa Lima. O principal ponto que ainda precisa ser melhor discutido é o modelo de gestão a ser adotado dentro de uma provável nova realidade acionária, segundo manifestaram deputados e servidores.

O presidente da Celg, Carlos Silva, disse que a salvação da estatal é um problema de todos os goianos - e não só dos setores diretamente interessados, como os funcionários da empresa.

Segundo o presidente, o passivo da empresa é de aproximadamente R$ 6 bilhões, o que exige ações urgentes por parte do Governo do Estado. "Por isso, é importante ter um parceiro estratégico como a Eletrobras, que é uma empresa pública séria", argumentou.

Carlos Silva disse que, em 2015, a concessão da Celg chega ao fim e, para ser renovada por mais 20 anos, algo precisa ser feito antes. "Com o fim da concessão, o passivo ficaria com a gente e o patrimônio volta para o poder concedente, que é a União", explicou. "Precisamos então da ajuda da Eletrobras para regularizar a empresa, alongando o perfil das dívidas e fazer com que a Celg volte a ser lucrativa", finalizou.

Consultorias

O assessor da presidência da Eletrobras Jack Steiner disse que o valor da Celg será avaliado corretamente por estudiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal de Goiás. "Esse valor da empresa será determinado seguindo premissas de consultorias especializadas no assunto", disse Stein. O presidente do Stiueg, Javan Rodrigues, disse que a questão principal do processo de salvação financeira da Celg passa pelo modelo de gestão. "A gestão tem de ser interna, e tem muita gente qualificada para isso", afirmou.

Javan disse que as últimas gestões da Celg gastaram muito mal o dinheiro da empresa, invertendo prioridades. "Quero, dentro da Celg, gente com pensamento republicano, que valorize o dinheiro público, que defenda a empresa destes modelos financistas", concluiu. O sindicalista participoi de audiência na Assembleia para discutir projeto do Governo que celebra acordo entre a Celg e Eletrobras.
 

O diretor do Stiueg, Washington Fraga, disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é muito rigorosa com empresas públicas e "pouco rigorosa" com empresas privadas. "A Eletrobras precisa respeitar o povo goiano, não podemos mais ser um patinho feio na federação", disse.

Washington disse que o exemplo a ser seguido é o da Cemig, em Minas Gerais. "O Estado de Minas percebeu que a energia elétrica é uma questão central de desenvolvimento", disse.
 O deputado Daniel Goulart (PSDB) disse que a discussão do projeto de lei que autoriza a Celg a vender 41% das ações da empresa para a Eletrobras só faz sentido se o valor da Celg for avaliado corretamente.

"Antes de vender as ações, precisamos saber quanto realmente vale a Celg", destacou Goulart.
O tucano encerrou sua participação dizendo que não se sente preparado para votar o projeto que o Governo enviou à Casa. "Precisamos do máximo de informações possível antes de votar um projeto tão impactante como esse", finalizou.

O deputado Julio da Retífica (PSDB) diz que a Celg é altamente viável. "Fui diretor da empresa e sei do potencial da empresa", disse o tucano. Júlio afirma que a Celg tem uma perda de R$ 30 milhões todo mês, já que não pode aumentar o valor da tarifa ao consumidor.

"Um desvio do passado, que todos nós conhecemos, fez com que a Celg chegasse ao fundo do poço, como chegou", afirmou. Júlio da Retífica concluiu sua participação dizendo que é a favor da participação da Eletrobras na gestão da empresa. "Tenho certeza que esse acordo vai preservar a empresa, mas é preciso avaliar melhor quem vai de fato mandar na Celg", concluiu.

O deputado Honor Cruvinel (PSDB) disse que nada garante que a gestão do Governo federal será melhor do que a estadual à frente da Celg. "O Governo federal é muito corrupto, há várias provas espalhadas por aí, eu sou a favor da gestão continuar com os goianos, que são competentes", afirmou.

O tucano criticou também a tramitação acelerada que o Governo do Estado quer no projeto. "Vamos discutir com calma tudo isso, precisamos que o sentimento de goianidade prevaleça, é preciso interpretar com calma esse projeto de lei do governo", destacou.

O promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás, Érico de Pina Cabral, disse agora na audiência pública que está sendo realizada no auditório Costa Lima que um dos grandes problemas da Celg é dever demais para fornecedores privados. "Uma coisa é negociar com bancos públicos ou com a União, outra coisa é arrumar uma forma de pagar o que deve a tantos fornecedores particulares", afirmou.

Segundo Pina Cabral, a venda de 41,08% das ações da Celg para a Eletrobras é a última tentativa de salvar a empresa goiana. "Mas precisamos saber quais os critérios de gestão que serão aplicados na Celg, se a Eletrobras tem todo esse poder de gestão, se a Eletrobras é um exemplo de gestão", questionou.

 

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