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Helder Valin defende "análise mais calma do projeto da Celg"

18 de Março de 2010 às 18:18
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin, foi à tribuna durante o Pequeno Expediente na tarde desta quinta-feira, 18, defender a prerrogativa da Assembleia de analisar com mais calma o projeto de Lei que permite ao Executivo negociar 41,08% das ações da Celg e compartilhar a gestão com a Eletrobrás.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), foi à tribuna durante o Pequeno Expediente nesta quinta-feira, 17, defender a prerrogativa da Assembleia de analisar com mais calma o projeto de Lei que permite ao Executivo vender 41,08% das ações da  Celg e compartilhar a gestão com a Eletrobrás. “Algum deputado, por acaso,  sabe quais as metas financeiras que, caso não sejam 100% cumpridas, podem resultar na perda da gestão da Celg para a Eletrobrás?"

O deputado se referia ao artigo 2º da proposta do Executivo que tramita na Casa, que prevê que, caso não sejam cumpridas todas as metas financeiras estabelecidas no contrato com a Eletrobrás,  a gestão da Celg será repassada para a nova acionista. O mesmo artigo diz ainda que as ações remanescentes sob o controle do Estado serão dadas como garantia do empréstimo.

O presidente voltou a dizer que o Governo de Goiás está negociando uma solução para a Celg há mais de três anos e que não é justo que agora a Assembleia seja pressionada a decidir em poucos dias, especialmente quando pairam tantas dúvidas sobre o projeto. “Qual é o aporte financeiro que a Eletrobrás terá de fazer? A Celg vai devolver dinheiro aos prefeitos? Isto será feito à vista? Ou em 60 parcelas”, questionou.

O deputado também reclamou da postura de alguns parlamentares, que têm defendido de público que o Poder aprove a matéria sem discussões mais aprofundadas. “Estou vendo deputados trabalhando contra a própria Assembleia. Não podemos ser irresponsáveis”, declarou.

Helder Valin acrescentou que não acredita que algumas  semanas de debate sejam suficientes para inviabilizar um acordo financeiro com a Eletrobrás. “Estamos sendo colocados sob pressão. Pelos prefeitos, que querem receber rapidamente a parte do ICMS que a Celg deve ao Estado e que lhes é devida. Temos de dar uma resposta ao povo de Goiás, mas terá de ser uma resposta positiva. Não podemos, simplesmente, entregar o maior patrimônio de Goiás.

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