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Relator confirma entrega de relatório para CPI da Celg nesta segunda-feira, 22

19 de Março de 2010 às 18:00
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da Celg nos últimos 25 anos agendou reunião para entrega do relatório final, elaborado pelo deputado Humberto Aidar (PT). A sessão, aberta à sociedade, será realizada às 8h30 da próxima segunda-feira, 22, no auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.

O relator disse que tem trabalhado intensamente para ser fiel ao que se apurou com os depoimentos de ex-presidentes da Companhia, grandes prestadores de serviço e representantes de instituições financeiras que mantiveram transações econômicas com a Celg.

"Eu já disse e volto a afirmar que não foi tarefa fácil esta CPI. Tampouco é coisa simples o relatório que estamos preparando. Afinal, trata-se de uma investigação de atividades ao longo de quase três décadas. Mas, com certeza, apontaremos as principais causas do endividamento", ressaltou.

Aidar disse que na noite desta quarta-feira, 10, reuniu-se com os demais deputados membros da CPI para analisarem documentos, relatórios de oitivas, entre outros materiais. "Continuamos aguardando documentos que solicitamos do TCE e de outros órgãos, necessários para a conclusão dos trabalhos. Enquanto isso, porém, temos confrontado informações prestadas, redigindo o que já é possível com o que temos em mãos."

CACHOEIRA DOURADA
Humberto Aidar disse recentemente que a venda da Usina de Cachoeira Dourada, em 1997, foi uma das causas responsáveis pela difícil situação financeira vivida hoje pela empresa. “A venda da usina, que era geradora de energia, foi um crime”, enfatizou ele, acrescentando: “O dinheiro não foi usado na recuperação da Celg e a empresa passou a comprar energia mais cara.”

Aidar compara a situação da Celg à montagem de uma granja para venda de ovos. “Arruma-se financiamento nos bancos, estrutura-se a empresa, mas, de repente, vendem as galinhas, mas não aplicam os recursos no negócio. E o que é pior: assumiram o compromisso de comprar os ovos com preço acima do mercado".


"É por isso que a Endesa, que comprou Cachoeira Dourada, é hoje uma das dez maiores empresas do País em lucratividade”, brada o deputado do PT, com veredicto: “O Estado vendeu uma fábrica de dinheiro, porque numa usina hidrelétrica entra água de um lado e sai grana do outro.”

Para o parlamentar "a venda de Cachoeira Dourada foi a principal causa, mas existem dados concretos de má gestão na transferência da Usina de Corumbá para Furnas, a questão da Codemin e o Estado do Tocantins, os empréstimos a longo prazo com prazo curto para pagar, uma transação no valor de R$ 2,4 bilhões com 26 instituições financeiras que ninguém nunca ouviu falar e a contratação de advogados”, destaca o parlamentar, com nova conclusão: “Neste filme de 25 anos da Celg, que está sendo investigado, não existem mocinhos. A única coisa que salva é o quadro de funcionários.” 
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