Deputados discordam de relatório que aponta Goiânia como a cidade mais desigual
A presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, deputada Vanuza Valadares (PSC), e o membro titular da Comissão, deputado Júlio da Retífica (PSDB), dizem discordar do relatório divulgado na sexta-feira, 19, pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), que aponta Goiânia como a cidade com maior desigualdade social do País e a décima no ranking mundial.
"Acho que faltaram informações mais exatas sobre Goiânia, porque tem-se investido muito em várias áreas como saúde, asfalto, arborização, aterro sanitário, entre outros setores que geram e proporcionam qualidade de vida a todos", disse a deputada.
Júlio da Retífica ressaltou que conhece muitas cidades do Brasil e que é visível como muitas delas são mais desiguais que a Capital goiana. "Visivelmente Goiânia não tem tantas diferenças como Fortaleza, por exemplo, onde você vê claramente a grande desigualdade social que existe. Precisamos saber melhor dos parâmetros desse relatório, porque, para mim, não reflete a realidade", concluiu o parlamentar.
O Estudo
O levantamento, realizado em 2005, foi feito com base no índice Gini, cujos indicadores medem a concentração de renda de um país e variam entre 0 e 1, sendo que a maior proximidade do 1 aponta maior desigualdade. Goiânia aparece com o índice 0,65.
Foram analisadas, no aspecto de distribuição de renda, 138 cidades de 63 países em desenvolvimento. De acordo com o estudo, Goiânia é seguida por Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília. Já no ranking mundial, nove municípios da África do Sul estão na liderança. O documento será divulgado na íntegra na próxima semana.