Comissão Parlamentar aponta as causas do endividamento da Celg
A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento da empresa nos últimos 25 anos aponta as causas que levaram à atual situação da estatal, segundo relatório final entregue pelo deputado Humberto Aidar (PT), na manhã desta segunda-feira, 22. A perda de patrimônio foi o motivo principal, tendo como destaques a venda da Cachoeira Dourada para a Engesa; a venda de Corumbá I para Furnas; a não restituição dos subsídios concedidos à Codemin (por parte do Governo Federal); e o repasse de infraestrutura da empresa para o Estado do Tocantins, na época da divisão com Goiás.
Em entrevista à imprensa, o presidente da CPI, deputado Helio de Sousa (DEM) apontou, ainda, a má gestão da estatal, ressaltando o atual montante das dívidas, que chega a R$ 4,6 bilhões. O parlamentar acrescentou que os relatórios da Fipe e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) concluíram que a Celg é uma empresa viável, mas que tem sido mal gerida ao longo desses anos. “A Celg precisa de uma gestão que lhe garanta estabilidade financeira”, concluiu.
Outro fator apontado por Helio de Sousa foi a contratação de empréstimos financeiros, que acabaram tornando-se uma grande bola de neve, em virtude de altas taxas de juros. Os contratos de contratação de serviços terceirizados também são muito discutíveis, de acordo com o deputado. “A realização de aditivos de contratos são para casos excepcionais. Porém, na Celg, eles são a regra”, disse.