Humberto Aidar fala sobre as recomendações do relatório final da CPI da Celg
Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigaram o endividamento da Celg nos últimos 25 anos foram encerrados na manhã desta segunda-feira, 22, após a aprovação por unanimidade do relatório final elaborado pelo deputado Humberto Aidar (PT). Antes do encerramento, Humberto Aidar falou, em entrevista à imprensa, sobre as recomendações feitas em seu relatório.
Segundo o deputado, o relatório agora será entregue ao Plenário da Assembleia para que a Mesa Diretora o encaminhe ao Ministério Público. “À CPI não cabe determinar a prisão de pessoas ou o ressarcimento ao erário. Isto cabe à Justiça”, explicou.
Segundo o relator, foi solicitado ao Ministério Público o indiciamento do diretor da Endesa, empresa que comprou a usina de Cachoeira Dourada, Guilherme Lencastre, por crime de desobediência. O empresário não compareceu à data marcada pela CPI para depor.
Humberto Aidar também afirmou que há indícios da distribuição ilegal de dinheiro a diretores da Celg pela empresa 2.C. “Não vamos identificar os diretores desta denúncia para não cometermos uma injustiça, mas já solicitamos ao Banco Central e à Receita Federal a quebra do sigilo bancário e fiscal dos sócios da empresa 2.C, M.H. e L.H, para que estes dados sejam encaminhados ao Ministério Público”, afirmou.
Também foi solicitado que o Ministério Público investigue todas as instituições financeiras que emprestaram à Celg mais de R$ 2,4 bilhões no período entre 2004 e 2008. “Queremos conhecer o histórico destas instituições e saber se as taxas cobradas por elas não são exorbitantes”, contou.