Promotor aponta deficiência de escolas para receber alunos com Síndrome de Down
Escolas do Estado não possuem profissionais capacitados, nem espaço físico adequados para receber alunos com Síndrome de Down. O problema foi levantado pelo coordenador do Centro de Apoio Operacioal (CAO) da Infância, Juventude e Educação do Ministério Público, Everaldo Sebastião de Sousa, que participa da Audiência Pública desta terça-feira, 23, sobre a inclusão social de portadores da Síndrome de Down.
“Apesar de não existir estrutura adequada nas redes de educação para receber os alunos com deficiência, as mães têm o direito de exigir que a Secretaria de Educação crie vagas e estrutura, e o Ministério Público está aqui para apoiá-las”, apontou o coordenador.
Ele também destacou que é considerado crime, caso alguma escola negue matricular um aluno portador de Síndrome de Down. “Os pais devem acionar o Ministério Público caso seja negada uma vaga ao seu filho”, reforçou.
Saúde
Durante o debate, representantes da Associação Down-GO também levantaram deficiências em relação à falta de atenção do Governo quanto à saúde dos portadores de Síndrome de Down. “Hoje, a única coisa que temos acesso garantido são às vacinas distribuídas pelo Hospital Materno-Infantil. Não basta debater somente a educação. Sem saúde não há rendimento escolar”, comentou Ana Maria Fernandes, presidente da Asdown-GO.
Para tentar solucionar parte dos problemas levantados, o deputado Mauro Rubem (PT) propôs o agendamento de uma reunião de trabalho com a secretária estadual de Saúde, Irani Ribeiro, com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Joel Braga, e com representantes da Universidade Federal de Goiás e Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
“Dessa forma, podemos discutir a implementação de um ambulatório especializado no Estado, incentivos à rede de pesquisas voltada para Síndrome de Down e diagnóstico da comunidade portadora da deficiência”, disse o deputado.