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"O PMDB não aceitará pressão", diz José Nelto sobre venda de ações da Celg

23 de Março de 2010 às 17:07

O deputado estadual José Nelto (PMDB) comentou em entrevista cedida durante a sessão ordinária desta terça-feira, 23, sobre a intenção de alguns deputados da Casa em querer aprovar com rapidez o projeto de lei que autoriza a venda de 41,08% das ações da Celg para a Eletrobrás.

Para o peemedebista, a bancada do PMDB não aceitará pressões. "Nós também queremos muito salvar a Celg, mas não aceitaremos pressão para a rápida votação do projeto", disse José Nelto.

Ele também comentou que o projeto precisa de algumas mudanças. "É preciso que seja colocada uma emenda no projeto que acrescente confirme que 25% do ICMS seja destinado às prefeituras", disse o deputado.

O deputado afirmou que a bancada também não aceitará que o controle acionário da Celg deixe de ficar nas mãos do Governo do Estado de Goiás. "Queremos uma proposta sensata e responsável e não aceitaremos que o controle da Celg saia do poder de Goiás", concluiu.

Audiências Públicas

Já o deputado Jardel Sebba (PSDB) afirmou que só irá se manifestar sobre o assunto depois da audiência pública que ocorrerá na quinta-feira, 24, a partir das 14 horas, na Assembleia Legislativa. "Haverá mais de uma audiência pública. É possível que haja a votação entre elas, mas acho de suma importância que a população participe e tenha conhecimento do projeto antes dele ser votado", disse o tucano.

Ele também comentou sobre as duas audiências públicas que propôs. "Nunca vi um parlamentar ser penalizado por querer debates dentro de uma Casa de Leis como a Assembleia", disse Jardel. E mais. “Sou um democrata por excelência e temos de acatar a decisão tomada em plenário pela maioria, e vamos esclarecer todas as dúvidas e esgotar os prazos previstos pelo regimento interno da Assembleia”, disse.

Em contrapartida, o líder do Governo na Casa, deputado Evandro Magal (PP), disse em discurso no Grande Expediente, de quinta-feira, 18, que sabe que nenhum deputado vai votar contra a Celg. "O problema é que faremos mais audiências públicas para discutir o que já cansamos de discutir nos últimos três anos", disse Magal.

Segundo o pepista, todas as dúvidas sobre o projeto foram solucionadas em audiência pública realizada na terça-feira, 16. "Os deputados que lá estiveram disseram que estavam satisfeitos com as respostas da Celg e da Eletrobras", destacou Magal.

"Por isso, foi surpresa para a gente essa idéia de fazer mais audiências públicas, prorrogando a votação para a segunda quinzena de abril, atrapalhando o futuro da Celg", disse. Segundo Magal, se a Assembleia demorar demais para votar, a Eletrobrás não vai mais querer ser parceira da Celg. "Para que mais duas audiências? Faça-se mais uma, todas as dúvidas são esclarecidas e, aí, sim, votamos o projeto", pediu.

Na audiência de quinta-feira, os primeiros a serem ouvidos serão o promotor Érico de Pina Cabral, coordenador do Centro de Apoio ao Consumidor do Ministério Público, e o empresário Paulo Afonso Ferreira, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

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