Deputados vão à Eletrobrás discutir questão da Celg
Uma comissão composta por aproximadamente dez deputados estaduais de vários partidos, tendo à frente o presidente da Casa, deputado Helder Valin (PSDB), vai se reunir amanhã, quarta-feira, 24, às 10 horas, em Brasília, com o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes. Os parlamentares esperam obter mais informações sobre os termos do acordo de venda de 41,08% das ações da Celg à Eletrobrás.
O anúncio da reunião foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), durante reunião realizada no início da tarde desta terça-feira, 23, entre parlamentares, o presidente da Central de Aquisições e Contratações (Centrac), da Secretaria da Fazenda, Einstein Paniago, e técnicos da Secretaria.
Projeto de lei autorizando a negociação está em tramitação na Assembleia Legislativa. De acordo com Helder Valin, o encontro realizado nesta terça-feira, a seu pedido, foi o primeiro entre os deputados estaduais e técnicos do Governo com o objetivo de esclarecer várias dúvidas sobre o projeto.
O encontro foi realizado no gabinete da Presidência e contou com a participação de vários parlamentares, entre eles o líder do Governo na Casa, Evandro Magal, Ozair José (PP); Luis Cesar Bueno, Mauro Rubem e Humberto Aidar (os três do PT); Mara Naves, Adriete Elias, Cilene Guimarães e Álvaro Guimarães (PR); Cristovão Tormim (PTB); Paulo Cesar Martins e José Nelto (PMDB); Wellington Valim (PTdoB); entre outros.
Os deputados receberam cópias da proposta da Eletrobrás e de documentos sobre a situação financeira da Celg e tiveram oportunidades de fazer várias perguntas. Uma nova reunião ficou agendada para esta quarta-feira, às 16 horas, entre os parlamentares e o presidente do Centrac, para esclarecer alguns pontos. Na quinta-feira, 25, será realizada audiência pública solicitada pelo líder do PSDB na Assembleia e relator do projeto, Jardel Sebba (PSDB).
Deputados elegeram três pontos como os que necessitam de maiores esclarecimentos, entre eles a garantia aos municípios do repasse de 25% do ICMS que a Celg pagar ao Estado. Os deputados também quiseram saber quais são as metas que, caso não sejam cumpridas, podem resultar na perda total da gestão da Celg para a Eletrobrás e, ainda, sobre o destino da Celg Telecom.