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CPI da Dívida

23 de Março de 2010 às 17:45
Comissão encaminha ofício para Sefaz solicitando documentos contábeis referentes às finanças do Executivo.

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado de Goiás nos últimos 19 anos se reuniu na manhã desta terça-feira, 23, com os auditores contábeis indicados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O presidente da CPI, Cláudio Meirelles (PR), já determinou envio de requerimento para a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), solicitando documentos referentes às finanças do Executivo.

O coordenador técnico do TCE, Fernando Xavier, apresentou aos deputados a equipe que dará o apoio. Integram a equipe, Egon Cristiano Feistel, Iamara Maria Stacciarini e Benjamin Inácio dos Santos. Participaram da primeira reunião com os técnicos, Cláudio Meirelles e o deputado Wellington Valim (PTdoB). A CPI fará suas reuniões todas as terças e quintas-feiras, às 9 horas, na Sala Solon Amaral.

Cláudio Meirelles disse que o ofício encaminhado para a Sefaz solicita documentos contábeis, de natureza econômico-financeira, balanços e outros demonstrativos relacionados às finanças do Executivo. De acordo com ele, o objetivo é reunir o máximo possível de informações sobre as finanças do governo estadual.

"Solicitamos que as informações encaminhadas sejam feitas preferencialmente por mídia eletrônica, ou seja, contidas em CDs, DVDs e outras mídias digitais. Desta maneira, será economizado significativo volume de papel e permitirá que, dado a grande quantidade de informação esperada, melhor aproveitamento de espaço físico e celeridade dos procedimentos técnicos", afirmou o presidente da CPI.

Cláudio Meirelles afirmou que os auditores contábeis vão auxiliar a CPI sem ingerência política de nenhuma natureza. De acordo com ele, os técnicos do TCE vão apurar os fatos que provocaram o endividamento do Estado de Goiás sem nenhum tipo de pressão política.

"Pretendemos que os trabalhos sejam realizados em até 60 dias, no máximo em três meses. Queremos que os trabalhos sejam agilizados, até mesmo por se tratar de ano eleitoral; assim, evitaremos que as reuniões não tenham quórum em função de os deputados estarem visitando suas bases", informou Cláudio Meirelles.

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