Delegada presta esclarecimentos sobre o combate a pedofilia em Goiás
Titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a delegada Adriana Accorsi prestou esclarecimentos na reunião da CPI da Pedofilia, na reunião desta quarta-feira, 24. A delegada abordou questões acerca do aparato de investigação no combate à pedofilia em Goiás.
“Há cerca de três anos, iniciou-se com maior vigor a discussão sobre esses casos, levando a um grande aumento no número de denúncias. Hoje, atendemos cerca de 500 denúncias por mês”, disse. Segundo a delegada, a importância da CPI da Pedofilia não se deve somente à investigação sobre o aparato de combate a esse tipo de crime, mas também deveria serem propostas medidas de prevenção.
Adriana Accorsi salientou a disposição da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente contribuir, durante todos os trabalhos da CPI, para que seja uma Comissão exemplar no combate à pedofilia no Estado.
A delegada explicou os trâmites legais, após comprovada uma denúncia. Além da punição, a Delegacia tem que estar atenta ao tratamento integral da criança. “Os principais crimes investigados pela Delegacia são em primeiro lugar o abuso sexual, como estupro e outros atos libidinosos; depois, a exploração sexual, que são aqueles onde se tem a prostituição; e, por fim, os casos de negligência familiar, onde as crianças ficam vulneráveis a traficantes e estrupradores”, disse.
“Infelizmente, temos também os crimes de abusos físicos, onde pais agridem fisicamente seus filhos”, lamentou. “A pessoa que pratica pedofilia só sente prazer sexual impondo sofrimento”, explicou.