Pela Celg
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), o encontro realizado na manhã desta quarta-feira, 24, entre deputados estaduais e o presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz, serviu para que várias dúvidas fossem finalmente sanadas.
Participaram do encontro também os deputados Evandro Magal (PP), que é líder do Governo, Paulo Cézar Martins (PMDB), Betinha Tejota (PSB), Thiago Peixoto (PMDB), José Nelto (PMDB), Cláudio Meirelles (PR) e Isaura Lemos (PDT).
Um dos principais pontos que foram esclarecidos, segundo o parlamentar, foi em relação à gestão compartilhada da empresa. “A Eletrobras deixou claro que a gestão será 100% dela e que não abre mão disto”, afirmou. Em entrevista coletiva, José Antônio Muniz confirmou a declaração. “A gestão será da Eletrobras, mas vamos prestar contas ao Estado de Goiás, que será o acionista majoritário”, disse.
Outro ponto importante, segundo o presidente, foi a certeza de que a Eletrobras não vai se opor à apresentação de algumas emendas que possam aperfeiçoar o projeto. Uma das possíveis alterações, segundo ele, seria uma nova redação ao artigo 2º do projeto de lei encaminhado a Assembleia, que autoriza o Estado de Goiás a repassar 41,08% das ações da Celg à Eletrobras.
“O projeto, como foi enviado ao Legislativo, não deixa claro que o Estado não corre o risco de perder todas as suas ações, caso deixe de cumprir alguma obrigação financeira. Na realidade, o Governo de Goiás vai perder proporcionalmente ao que deixar de pagar”, acrescentou.
Helder Valin contou ainda que, durante o encontro, ficou claro que a Eletrobras não tem interesse na CelgTelecom. “Aliás, a Eletrobras nem aceita firmar o acordo caso a CelgTelecom faça parte da CelgPar”. Ele acrescentou que a estatal da área de energia não se opôs à alteração do artigo que permite ao Executivo, entre outras coisas, fundir, extinguir, incorporar , dissolver, liquidar a empresa.
Obs.: Veja matéria completa sobre a reunião dos parlamentares com o presidente da Eletrobras na TV Assembleia, logo após o encerramento das sessões extraordinárias.