O apoio necessário à micro e à pequena empresa goiana
* Iso Moreira é empresário rural e urbano e deputado estadual pelo PSDB
Quero reconhecer, mais uma vez, o trabalho que a GoiásFomento, agência bem administrada por José Taveira da Rocha, desenvolve em benefício da micro, pequena e média empresa goiana. Um repasse de R$ 90 mil do FCO à Madeireira Nossa Senhora Aparecida, de Trindade, completou R$ 200 milhões em empréstimos concedidos pela GoiásFomento a micro e pequenas empresas instaladas em 221 municípios goianos.
A liberação aconteceu durante nova edição do Projeto Parceria, na sede da Federação do Comércio. Na oportunidade, 27 empresas foram contempladas com créditos de quase R$ 700 mil.
A GoiásFomento prestou homenagem à Audilex e à Master Plumas, que estão no grupo das cinco empresas contempladas com crédito no primeiro dia de liberações da instituição financeira, em 2000. Quase dez anos depois, as duas empresas seguem firmes no mercado, mostrando que a pequena empresa pode ter longa vida, com a adoção de bons conceitos de gestão.
A GoiásFomento entregou certificados de cursos de capacitação promovidos em conjunto com o Sebrae e liberou oito contratos de financiamento de incentivos fiscais. O maior projeto é o da Cristalina Alimentos, que tem os produtos da marca Fugini, e que pretende aproveitar o potencial agrícola do município do Entorno de Brasília.
Desde a sua criação, em 2000, a GoiásFomento já liberou mais de R$ 200 milhões em créditos a micro e pequenas empresas instaladas em Goiás. Foram R$ 137 milhões em recursos próprios, R$ 26 milhões do Funmineral, R$ 35,5 milhões do Crédito Produtivo e R$ 1,7 milhão em repasses do BNDES e FCO.
Ao todo, são 12,2 mil empresas atendidas, com a geração ou manutenção de cerca de 45 mil empregos. Cerca de 63 mil empreendedores foram capacitados no período, em parceria com entidades como Sebrae, Fempeg e Fecomercio.
Em relação aos incentivos fiscais, a GoiásFomento é o agente financeiro dos programas Produzir e Fomentar há cerca de dez anos. Foram 611 contratos firmados beneficiando 103 municípios goianos. As empresas se comprometem a fazer investimentos diretos na ordem de R$ 12,5 bilhões, recebendo incentivos de cerca de R$ 74 bilhões, com a geração de 195 mil empregos diretos.
A agência foi criada em maio de 2000 e começou a operar em maio de 2002. Após a venda do BEG, José Taveira foi convidado a assumir a direção da GoiásFomento, que passou por um período de regulamentação face à legislação do BC e às exigências dos acordos de Basileia I e II (que regulam a operação, o nível de risco e de capital das instituições financeiras em todo o mundo).
O presidente estruturou a agência, que não tinha uma formatação formal definida, criou uma estrutura de crédito formalizada, realizou concurso público, dotando-a de um quadro próprio de colaboradores treinados antes de assumirem suas funções com a colaboração da ABDE (Associação Brasileira dos Bancos de Desenvolvimento e de Fomento), implantou um sistema de compliance, controles, auditorias interna e externa.
As micro, pequenas e médias empresas têm fundamental importância econômica e social para a economia brasileira, por serem geradoras de empregos numa época em que o País atravessa dificuldades.enquanto a sociedade e o governo buscam alternativas em todas as fontes de geração de renda e emprego para a população economicamente ativa.