Assessor da Eletrobras explica pontos polêmicos de projeto sobre venda da Celg
O assessor da presidência da Eletrobras, Jack Steiner, fala, neste momento, na audiência pública que acontece no auditório Costa Lima, na tarde desta quinta-feira, 25.
O assessor explicou que, tanto o ativo como o passivo contencioso são valores que não são escriturados, pois não podem sequer serem mensurados e não há garantias que eles venham a se concretizar. “Por isso, excluímos esses valores da negociação. Mas alguém teria que se responsabilizar por eles e a Eletrobras, empresa que possui ações na Bolsa de Valores, não pode assumir esta responsabilidade, ficando a cargo do Governo do Estado”, afirmou.
Jack Steiner também garantiu que a Celg não terá liberdade de desistir de ações, exceto se autorizada pelo Governo do Estado de Goiás. “Para servir de garantia que o Estado de Goiás honrará esse encargo, o projeto autoriza o oferecimento de ações remanescentes para resguardar a Eletrobras”, disse.
Sobre a possibilidade da perda da gestão pelo Governo do Estado, o assessor colocou que isto só acontecerá se o Governo deixar de descumprir obrigações financeiras no valor de 20% do capital montante da Celg. “É importante lembrar que isto vale também para a Eletrobras”, ressaltou.
Sobre o controle da empresa, Jack Steiner afirmou que o controle de direito será do Estado, mas o controle de fato pertencerá à Eletrobras. “Nós não temos nenhum interesse em prejudicar o Estado de Goiás. Ao contrário, manteremos o nível de excelência de gestão que temos em outras empresas de que participamos em Estados como Alagoas e Roraima", assegurou.