Mudança climática: hora de agir
“Nenhum país, grande ou pequeno, rico ou pobre, pode escapar do impacto da mudança climática. A incapacidade de enfrentá-la pode criar uma catástrofe irreversível. O tempo está acabando para corrigir o problema, mas nós ainda podemos reverter isso.” Foi o que disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em dezembro de 2009, na conferência organizada pela ONU em Copenhague, na Dinamarca, sobre mudança climática (COP-15). Apenas discursos...
O encontro reuniu representantes de 192 países na tentativa de articular um novo acordo de proteção ao clima. Estive lá, e como todos que acompanharam a COP-15, a decepção com os resultados daquela gigantesca mobilização foi inevitável. Apesar das inúmeras discussões comandadas por especialistas de renome mundial e de acalorados debates entre líderes de grandes nações, a conferência não conseguiu trazer para o plano das ações concretas o que foi discutido por lá.
Mesmo assim, voltei ao Brasil com algumas certezas. A mais óbvia delas é que o nosso “estável” e “confiável” clima está mudando e, a cada dia, nos dá provas de que o aquecimento global não é pauta somente das discussões de cúpula mundo afora.
Esse problema é real e imediato. Ele afeta e ameaça a todos nós. A mudança climática ocorre na sua cidade, na sua rua e no quintal da sua casa. E grande parte da culpa é nossa.
No entanto, é muito importante destacar que a solução deste problema de escala mundial depende de mudanças de comportamento individual. Por isso, para alterarmos essa preocupante realidade climática precisamos trabalhar em níveis nacional, estadual, municipal e, principalmente, pessoal.
O caminho que devemos construir depende de ações locais. Como início da discussão do clima em Goiás, realizaremos um seminário, hoje, na Assembleia. Especialistas – a maioria deles também participaram da COP-15 – estarão reunidos com o objetivo de promover um plano de ações que envolva a sociedade na importante discussão que afeta o presente e o futuro de todos.
Vamos debater conceitos e principalmente atitudes práticas: sustentabilidade, preservação ambiental e eficiência energética.
Nosso desafio é promover a nossa própria mudança e não ficar aguardando que ela chegue por meio de um novo tratado internacional. Cada um deve reduzir a sua “pegada carbônica” e o seu “rastro de poluição” entendendo que os efeitos da mudança climática não são distantes e que não estamos falando em salvar a geração dos nossos tataranetos. Estamos falando de nós.