Secretário destaca políticas públicas de combate às mudanças climáticas
Secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge participa na manhã desta quarta-feira, 7, na Assembleia Legislativa, do Seminário “Mudanças Climáticas: Ações para Mitigação”, promovido pelo deputado Thiago Peixoto (PMDB). O secretário palestrou sobre políticas municipais de combate às mudanças climáticas.
Eduardo Jorge apresentou o balanço de ações e perspectivas da Prefeitura de São Paulo. “Não existe, hoje, um problema tão grave como o aquecimento global, que não é apenas um questão de política pública ambiental, mas também econômica, política e social. Nenhuma outra problemática ameaça a nossa espécie”, ressaltou.
O secretário destacou que a questão ambiental é um problema de todas as áreas. “Não podemos ficar esperamos que outros países resolvam colaborar com o meio ambiente. Mas, devemos fazer o trabalho de casa”, afirmou. Em São Paulo, a primeira ação foi elaborar um diagnóstico, em que se viu que parte considerável do problema da emissão de gases estufa se refere aos aterros sanitários e ao uso de energia. “Com esse diagnóstico, a Prefeitura pode agir de forma científica”.
O secretário afirmou que a Prefeitura agiu com a construção de duas usinas para captação de gases do efeito estufa, diminuindo cerca de 16% a emissão de gases, em poucos anos.
Na questão do transporte, Eduardo Jorge destacou a necessidade de Goiânia racionalizar o uso do transporte coletivo. “São Paulo tem 6 milhões de veículos para 13 milhões de habitantes. Goiânia tem quase 1 milhão de carros para uma população de 1,3 milhão de habitantes. A capital goiana tem que racionalizar esse uso, não pode ficar refém dos carros. Deve-se ampliar o transporte coletivo, estimular a utilização de bicicletas, entre outras ações”, disse.
“Temos que pensar as cidades de forma global. O meio ambiente pode ajudar a racionalizar nosso orçamento”, disse Eduardo Jorge. Segundo o secretário, as soluções locais devem ser geradas por aqueles que convivem na região. “É preciso agir. Não é correto ficar esperando pelos outros”, reiterou.