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Professor diz que legislação atual atrapalha eleitor a conhecer novos candidatos

07 de Abril de 2010 às 12:23

Professor e pesquisador da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (Facomb-UFG), Luiz Signates destacou que a atual concepção da mídia em relação à sua importância num processo eleitoral possui várias distorções, e a possibilidade de manipulação do eleitorado já não é uma característica absoluta do jornalismo. “Nós vivemos ainda uma concepção frankfurtiana do eleitor. Os julgamos emburrecidos diante da mídia. Esta concepção enrijeceu de tal maneira a legislação que engessou o modo de cobrir uma eleição” destacou.

Segundo o professor o eleitor possui seus sistemas de defesa que inclui a capacidade de ignorar a mídia. “O jornalista é um componente importante, mas não é o único e nem sempre o verdadeiro autor de todas aquelas escolhas que são feitas na elaboração de uma matéria ou para a escolha de um voto.”

De acordo com Signates, a legislação baseada numa suposta ignorância do eleitor não está permitindo ao cidadão conhecer novos candidatos. Segundo o professor, seria necessário rever a legislação, tornando possível à mídia produzir informações mais completas a respeito dos candidatos. “Elaborar uma legislação excessivamente forte é impedir que exista um processo eleitoral saudável e fomenta um sistema político conservador, em que o eleitor vota em quem já conhece por medo de errar.”

Luiz Signates participa na manhã desta quarta-feira, 7, na Sala Solon Amaral, d
o debate promovido pelo deputado estadual Tiãzinho Costa (PTdoB), que discute “O Papel do Jornalista nas Eleições”.

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