Coordenadora de Ong defende manejo sustentável na exploração de madeira
Ao contrário do que se pensa, a derrubada de árvores pode não ser prejudicial ao meio ambiente se for realizada de forma sustentável. Isso singnifica desenvolver um projeto de 30 anos que inclui delimitar áreas onde serão derrubadas somente árvores que já atingiram o grau máximo de maturidade e promover o replantio dessas mesmas espécies. A explicação é da coordenadora da Rede Amigos da Amazônia (RAA), Malu Vilela, que, na tarde desta quarta-feira, 7, ministrou palestra no seminário Mudanças Climáticas – Ações para Mitigação, promovido pelo deputado Thiago Peixoto (PMDB) no Auditório Costa Lima.
Malu Vilela abordou o tema Mudanças Climáticas e Consumo Responsável. Segundo ela, a exploração da madeira na Amazônia tem sua importância econômica e traz resultados positivos para o País se for realizada de forma responsável. Estes projetos de manejo sustentável estão sendo desenvolvidos em Estados onde a floresta amazônica está presente, mas, muitas vezes não surtem os efeitos desejados porque a legislação não é respeitada.
O Brasil é o quarto emissor de gases de efeito estufa no mundo, sendo a principal causa o desmatamento e as queimadas. Mas, em sua explanação, Malu mostrou um mapa de florestas intacatas, onde a Amazônia ainda figura como uma das mais preservadas do planeta. A coordenadora da RAA explica que o bioma funciona como uma esponja que absorve gás carbônico da atmosfera e emite água em forma de gás, contribuindo, com isso, para manter o ciclo das chuvas em todo o continente americano e também pelo mundo, ajudando também no equilíbrio do clima.
A Rede Amigos da Amazônia foi criada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade e pelo Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV–EAESP).
O objetivo da entidade é introduzir critérios de sustentabilidade nas compras públicas e privadas de madeira, eliminando o consumo de madeira ilegal e influenciando o aumento da oferta de matéria-prima de origem legal e certificada, além de estimular a adoção de políticas e práticas, públicas e privadas, condizentes com a conservação florestal. É integrada atualmente por 42 Governos Estaduais e municipais e, em seu Conselho Consultivo, tem a participação de entidades como Greenpeace e Ministério do Meio Ambiente e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente - ANAMMA.