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Planejamento estratégico e investimentos da Celg são abordados em audiência

13 de Abril de 2011 às 10:54
A Assembleia Legislativa promove na manhã desta quarta-feira, 13, no Auditório Costa Lima da Assembleia, audiência pública para a para debater o plano de reestruturação da Celg. A iniciativa do evento é do presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PRTB).

A engenheira Maria de Fátima Melo fez uma explanação sobre o Planejamento Estratégico para o período de 2011 a 2015. Segundo a engenheira, para a elaboração do planejamento foi realizado um estudo sobre a situação da empresa, com seus pontos fortes e fracos e sobre as suas ameaças e oportunidades, e sobre a situação que se quer alcançar.

Com base neste estudo, foi elaborado o mapa estratégico, que traz o conjunto de ações que permitirão que a Celg alcance seus objetivos. Estas ações e as metas a serem atingidas serão colocadas em um contrato de resultados, que será acompanhado pela Diretoria da empresa, de forma a permitir que tudo o que foi planejado seja operalizado.

Em seguida, o diretor técnico da empresa, engenheiro Humberto Eustáquio Tavares Correa, apresentou o Programa Emergencial de Investimentos no Sistema Celg D, que trata das necessidades de investimento em manutenção e expansão do sistema elétrico também no período de 2011 a 2015, com projeção para o ano de 2020.

Humberto Eustáquio afirmou as dificuldades enfrentadas pela Celg não tem permitido que a empresa faça os investimentos necessários para que o Estado possa atender as propostas de instalação de novas empresas e crescimento de outras já existentes em Goiás. "A recuperação financeira da Celg passa necessariamente pela recuperação do sistema, já que deixar de vender energia por falta de estrutura também compromete as finanças da empresa."

O engenheiro falou as premissas nas quais o Programa de Investimentos foi baseado. Entre estas premissas, estão a necessidade de investimentos urgentes nas subestações de Xavantes, Anhanguera, Morrinhos e Palmeiras, que estão sobrecarregadas e podem comprometer a distribuição de energia; o investimento na automação da rede para reduzir os índices de descontinuidade do serviço; e a necessidade de investimento em volume maior do que a depreciação dos ativos da empresa.

"Com base nestas premissas, a Celg precisa investir o montante de R$ 250 milhões por ano", apontou o engenheiro. Por fim, o diretor técnico destacou que o Programa Luz para Todos será retomado ainda neste mês de abril. Segundo Humberto Estáquio, cerca de 20 mil propriedades estão cadastradas no programa.
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