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Presidente da Celg detalha plano de recuperação da estatal

13 de Abril de 2011 às 15:04
Presidente da Celg e vice-governador do Estado, José Eliton apresentou todos os pontos do Plano de Reestruturação da Celg, com exposição do planejamento estratégico. O detalhamento foi realizado em audiência pública, na manhã desta quarta-feira, 13, de iniciativa do presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia, José Vitti.

O presidente da Celg e vice-governador do Estado, José Eliton de Figuerêdo Junior (DEM), apresentou todos os pontos do Plano de Reestruturação da Celg. José Eliton estava acompanhado dos engenheiros Maria de Fátima Melo (superintendente de Planejamento e Gestão) e Humberto Eustáquio Tavares Correa (diretor técnico). O detalhamento foi realizado em audiência pública, proposta pelo presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia, deputado José Vitti (PRTB), na manhã desta quarta-feira, 13, no Auditório Costa Lima.

José Vitti disse que seu intuito, ao propor o encontro, foi apresentar à sociedade todas as informações referentes às atitudes que estão sendo e serão tomadas dentro do plano de reestruturação da empresa, que, segundo ele, é um plano que foi pensado de maneira responsável e suprapartidária, e que já apresenta resultados. “A empresa, hoje, está em mãos responsáveis, e todas as ações tomadas são medidas cautelosas, criadas por uma gestão competente, e que definitivamente irão reestruturar a Celg, como já está acontecendo.”

Segundo o deputado, o Governo conta com a credibilidade dos prefeitos e principalmente dos goianos para levar adiante o Plano de Reestruturação da Celg. "O vice-governador José Eliton vem realizando uma competente administração da companhia e, com certeza, em breve, a Celg dará orgulho aos goianos."

A primeira parte da apresentação ficou a cargo da superintendente de Planejamento e Gestão, Maria de Fátima Melo, que fez uma explanação sobre o Planejamento Estratégico para o período de 2011 a 2015.

Em seguida, o diretor técnico Humberto Eustáquio Tavares Correa falou sobre as necessidades de investimento em manutenção e expansão do sistema elétrico também no período de 2011 a 2015, com projeção para o ano de 2020.

O presidente José Eliton apresentou o Plano de Reestruturação Financeira da Celg D, destacando o compromisso do Estado de realizar operação financeira para pagar seu débito e realizar aporte de capital.

Também estiveram presentes na audiência, os deputados Doutor Joaquim (PPS), Helio de Sousa (DEM), Helder Valin (PSDB), Valcenôr Braz (PTB) e José de Lima (PDT).

Doutor Joaquim afirmou que o plano trará bons frutos para a Celg. Iso Moreira manifestou opinião semelhante. "No futuro, o povo goiano comprovará que as atuais ações colocarão a Celg no seu devido lugar", disse. Já Valcenôr Braz destacou que o trabalho de José Eliton já está dando resultado com as recentes valorizações das ações da empresa.

José de Lima disse também estar otimista com o caminho proposto pela atual administração da Celg para reestruturação da empresa. “Estou otimista e tenho confiança em um desfecho positivo para a empresa. A Celg é fundamental para o desenvolvimento do Estado.”

Recuperação

Eliton afirmou que o Governo Federal tem um importante papel na recuperação da empresa, caso forneça empréstimo para o saneamento de suas dívidas, mas ressaltou que existem alternativas para a captação desses recursos. “Já estamos em contato com instituições internacionais, mais precisamente um banco suíço, que demonstrou interesse em fornecer os recursos necessários”, informou.

Segundo José Eliton, esta alternativa ainda está sendo desenhada. "Neste caso, o aporte de capital seria imediato, já que ele não seria em espécie, mas títulos da dívida pública do Estado, que seriam pagos em 20 anos, com dois anos de carência. Uma empresa reguladora participaria da reestruturação da empresa e o seu ganho dependeria da sua taxa de sucesso, conforme a valorização da companhia. Contudo, ainda só temos um modelo desta proposta", afirmou o presidente.

José Eliton destacou também que já houve grandes avanços na gestão da Celg, que deixou interesses políticos de lado para dar à empresa uma administração empresarial. Esta mudança já gerou uma economia nos gastos da empresa que permitiu a adimplência da Celg junto aos municípios. “Nosso plano de recuperação foi construído ouvindo todos os funcionários. As medidas que foram e estão sendo tomadas têm por escopo a proteção dos interesses da sociedade e da empresa, que em nossa gestão é gerida sem interesses políticos.”

Planejamento Estratégico

Segundo a engenheira Maria de Fátima Melo, para a elaboração do planejamento estratégico da Celg foi realizado um estudo sobre a situação da empresa, com seus pontos fortes e fracos e sobre as suas ameaças e oportunidades, e sobre a situação do que se quer alcançar.

Com base neste estudo, foi elaborado o mapa estratégico que traz o conjunto de ações que permitirão que a Celg alcance seus objetivos. Estas ações e as metas a serem atingidas serão colocadas em um contrato de resultados, que será acompanhado pela Diretoria da empresa, de forma a permitir que tudo o que foi planejado seja operalizado.

O diretor técnico Humberto Eustáquio Tavares Correa apresentou o Programa Emergencial de Investimentos no Sistema Celg D, que trata das necessidades de investimento em manutenção e expansão do sistema elétrico também no período de 2011 a 2015, com projeção para o ano de 2020.

Humberto Eustáquio afirmou as dificuldades enfrentadas pela Celg não têm permitido que a empresa faça os investimentos necessários para que o Estado possa atender as propostas de instalação de novas empresas e crescimento de outras já existentes em Goiás. "A recuperação financeira da Celg passa necessariamente pela recuperação do sistema, já que deixar de vender energia por falta de estrutura também compromete as finanças da empresa."

O engenheiro falou sobre as premissas nas quais o Programa de Investimentos foi baseado. Entre essas premissas, estão a necessidade de investimentos urgentes nas subestações de Xavantes, Anhanguera, Morrinhos e Palmeiras, que estão sobrecarregadas e podem comprometer a distribuição de energia; o investimento na automação da rede para reduzir os índices de descontinuidade do serviço; e a necessidade de investimento em volume maior do que a depreciação dos ativos da empresa.

"Com base nessas premissas, a Celg precisa investir o montante de R$ 250 milhões por ano", apontou o engenheiro. Por fim, o diretor técnico destacou que o Programa Luz para Todos será retomado ainda neste mês de abril. Segundo Humberto Estáquio, cerca de 20 mil propriedades estão cadastradas no programa.

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