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Bancadas devem definir nomes para a CPI nesta terça-feira

15 de Abril de 2011 às 16:12
O deputado Cláudio Meirelles informou nesta sexta-feira, 15, que já foi definida a sua participação na CPI que vai investigar possíveis irregularidades nas contas do Governo Alcides Rodrigues no ano de 2010. O deputado Luis Cesar Bueno também já seria nome certo, segundo Meirelles, que deve presidir a Comissão.

O deputado Cláudio Meirelles (PR) informou nesta sexta-feira, 15, em entrevista à Agência de Notícias da Assembleia, que já foi definida a sua participação, e ainda a de Luis Cesar Bueno (PT), na CPI que vai investigar possíveis irregularidades nas contas do Governo Alcides Rodrigues no ano de 2010.

Cláudio Meirelles, um dos signatários do requerimento que criou a CPI, adiantou ainda que existe um consenso em torno do seu nome para ocupar a presidência da Comissão. Segundo ele, outros nomes cotados para participar da CPI são Daniel Messac (PSDB) e Tales Barreto (PTB).

A bancada do PMDB ainda não se posicionou sobre o nome que indicará. Em entrevista concedida na última quinta-feira, 14, no plenário, o líder do partido, Daniel Vilela, afirmou que nenhum integrante de sua sigla ainda teria se interessado em participar da CPI. Segundo ele, a decisão deverá tomada em reunião a ser realizada na próxima semana.

Os cinco nomes que irão participar da CPI deverão ser definidos nesta terça-feira, 19, conforme Meirelles. Se confirmado o nome de Luis Cesar Bueno, ele disse que irá sugerir que o petista seja indicado vice-presidente, pelos conhecimentos técnicos na área de finanças.

O requerimento solicitando a instalação da Comissão recebeu assinatura favorável de 16 deputados e foi lido pelo deputado Cláudio Meirelles (PR) na sessão da última terça-feira, 12. Como explica o parlamentar, o pedido de CPI é motivado pelo fechamento totalmente irregular das contas de janeiro a dezembro daquele ano, incluindo o não cumprimento das metas de ajustes ficais, atraso com fornecedores e folha de pagamento dos servidores, suspeita de práticas fraudulentas em órgãos públicos, pagamento de empreiteiras e agência de publicidade, desvio de recursos públicos e uso político da máquina administrativa.

"A CPI do ano passado, que investigou o débito de Goiás nos últimos 19 anos, analisou dados somente até 2009. Esta CPI é uma continuação que irá analisar o ano de 2010, já que o ex-governador afirma ter entregue o Estado com as contas em dia, e a Secretaria da Fazenda calcula um rombo herdado de R$ 2,2 bilhões. Vamos passar a limpo o que aconteceu no ano passado em Goiás e informar o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a sociedade goiana", declarou o parlamentar.

Cláudio Meirelles afirmou ainda que não cabe à Assembleia Legislativa expor homens públicos ou qualquer cidadão, mas que também não é seu papel se omitir, pois é fundamental explicar como Goiás chegou ao quadro financeiro em que se encontra hoje, e servir de auxílio à Justiça para que se chegue aos responsáveis e os enquadre na lei.

"De qualquer forma, é vital que essa CPI traga auditorias, como a da Fipe ou de outra empresa, para dar a mesma credibilidade que a CPI do ano passado teve, mostrando a verdade, independentemente de cor partidária. Vamos trabalhar por 60 dias, com cinco membros que serão escolhidos provavelmente no PSDB, PTB, PR, PT e PMDB, que são maioria na Casa. Vamos chamar para responder às questões desta CPI todas as pessoas necessárias. É a grande oportunidade que eles terão de se explicar", concluiu Cláudio Meirelles.

O documento foi assinado pelos deputados Jardel Sebba, Sônia Chaves, Fábio Sousa, Nédio Leite, Helder Valin e Tulio Isac (PSDB); Valcenôr Braz e Talles Barreto(PTB); Cláudio Meirelles e Álvaro Guimarães (PR); José Vitti (PRTB); Elias Júnior (PMN); Doutor Joaquim (PPS); José de Lima (PDT); Major Araújo (PRB); Carlos Antônio (PSC). Veja aqui a íntegra do requerimento.

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