Nomes para CPI
As bancadas do Governo e da oposição indicaram, nesta terça-feira, 19, os cinco nomes que vão integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar as contas de 2010, último ano do Governo Alcides Rodrigues.
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), anunciou, por meio de questão de ordem, os nomes dos parlamentares indicados pela base governista. Os integrantes são Cláudio Meirelles (PR), Doutor Joaquim (PPS) e Valcenôr Braz (PTB). De acordo com o tucano, foram definidos que os suplentes dos indicados pela situação são José de Lima (PDT), José Vitti (PRTB) e Tulio Isac (PSDB).
O deputado Francisco Gedda (PTN) vai ocupar a vaga a que o PMDB tem direito na Comissão Parlamentar de Inquérito. O anúncio foi feito pelo deputado Daniel Vilela (PMDB), durante a sessão plenária. O deputado Luis Cesar Bueno vai representar o seu partido, o PT.
Também durante a sessão plenária, o deputado Cláudio Meirelles anunciou, em entrevista, que a distribuição dos cargos da Comissão já está definida. Cláudio Meirelles ocupa a presidência, Luis Cesar Bueno a vice-presidência e Valcenor Braz (PTB) será o relator.
Segundo o deputado Francisco Júnior (PMDB), a indicação de Gedda ocorreu através de consenso entre os peemedebistas e parlamentares de oposição por causa de sua participação no governo de Alcides, o que o tornaria uma das melhores opções de nomes para lidar com o tema levantado pela CPI.
O suplente de Francisco Gedda será Bruno Peixoto (PMDB), segundo anunciou Daniel Vilela. Já uma eventual substituição de Luis Cesar Bueno será feita pelo deputado Mauro Rubem (PT).
O requerimento solicitando a instalação da Comissão recebeu assinatura favorável de 16 deputados e foi lido pelo deputado Cláudio Meirelles na sessão da última terça-feira, 12. Como explicou o parlamentar, o pedido de CPI é motivado pelo fechamento totalmente irregular das contas de janeiro a dezembro daquele ano, incluindo o não cumprimento das metas de ajustes ficais, atraso com fornecedores e folha de pagamento dos servidores, suspeita de práticas fraudulentas em órgãos públicos, pagamento de empreiteiras e agência de publicidade, desvio de recursos públicos e uso político da máquina administrativa.
"A CPI do ano passado, que investigou o débito de Goiás nos últimos 19 anos, analisou dados somente até 2009. Esta CPI é uma continuação que irá analisar o ano de 2010, já que o ex-governador afirma ter entregue o Estado com as contas em dia, e a Secretaria da Fazenda calcula um rombo herdado de R$ 2,2 bilhões. Vamos passar a limpo o que aconteceu no ano passado em Goiás e informar o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a sociedade goiana", declarou o parlamentar.
Cláudio Meirelles afirmou ainda que não cabe à Assembleia Legislativa expor homens públicos ou qualquer cidadão, mas que também não é seu papel se omitir, pois é fundamental explicar como Goiás chegou ao quadro financeiro em que se encontra hoje, e servir de auxílio à Justiça para que se chegue aos responsáveis e os enquadre na lei.
"De qualquer forma, é vital que essa CPI traga auditorias, como a da Fipe ou de outra empresa, para dar a mesma credibilidade que a CPI do ano passado teve, mostrando a verdade, independentemente de cor partidária. Vamos trabalhar durante 60 dias e chamar para responder às questões desta CPI todas as pessoas necessárias. É a grande oportunidade que eles terão de se explicar", concluiu Cláudio Meirelles.
O documento foi assinado pelos deputados Jardel Sebba, Sônia Chaves, Fábio Sousa, Nédio Leite, Helder Valin e Tulio Isac (PSDB), Valcenôr Braz e Talles Barreto(PTB), Cláudio Meirelles e Álvaro Guimarães (PR), José Vitti (PRTB), Elias Júnior (PMN), Doutor Joaquim (PPS), José de Lima (PDT), Major Araújo (PRB), Carlos Antônio (PSC). Veja aqui a íntegra do requerimento.