Saúde da mulher
O debate organizado pela Comissão de Direitos Humanos apresentou o contexto atual das políticas públicas de atenção integral à saúde da mulher durante a tarde desta segunda-feira, 25. Os participantes identificaram as conquistas sociais da população feminina ao mesmo tempo em que apontaram gargalos que precisam ainda ser sanados.
A mesa do evento foi composta pela presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Silvia Rosa de Souza Toledo; membro do Conselho Estadual da Mulher (Conem), Ana Rita Macedo de Castro; membro do Conselho Municipal de Saúde, Venerando de Jesus; a pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, a professora Aldevina Maria dos Santos; e a sanitarista Ana Lúcia Prudente de Araújo, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Rubem (PT), disse que há necessidade de se criar uma rede de atenção integral à saúde das mulheres. O petista, responsável pelo evento, avaliou que ainda há muito a se fazer para oferecer à população feminina um tratamento pautado pela dignidade e respeito aos direitos humanos.
A presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Silvia Rosa de Souza Toledo, ponderou sobre o papel das entidades representativas na defesa da saúde da mulher. De acordo com ela, a garantia dos direitos na área de Saúde é uma das faces mais prementes do respeito aos Direitos Humanos.
"A entidade representativa deve contribuir para auxiliar na resolução dos problemas associados à saúde, não somente em relação à mulher. Há uma preocupação em assegurar os direitos também aos idosos e às crianças. Trata-se de uma questão bastante importante", afirmou Silvia Rosa.
A sanitarista Ana Lúcia Prudente de Araújo, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, afirmou que atualmente 462 mil mulheres que vivem na Capital estão em idade fértil. De acordo com ela, 52,3% da população é feminina, apesar do aumento de nascimentos de bebês do sexo masculino.
"As políticas de atenção integral à saúde da mulher existem e são praticadas em Goiânia. Há, hoje, diversos programas e atividades específicas ao atendimento da população feminina, como os que asseguram os direitos sexuais e reprodutivos e os serviços de controle de câncer de mama", afirmou a sanitarista.
Ana Lúcia disse que, em 2009, foram realizados 29 mil partos de nascidos vivos na Capital - desse total, 71% foi por meio de intervenção cirúrgica, o popular método cesariano. De acordo com ele, os partos realizados por meio do Sistema Único de Saúde contam com maior quantidade de nascimentos pelo método natural (parto normal).
"As mulheres grávidas - ou com suspeita de gravidez - não enfrentam, hoje, filas para serem atendidas. Basta a suspeita para que tenham prioridade no atendimento na rede pública de Saúde do município", informou a sanitarista.