Celg
O deputado Daniel Vilela (PMDB) afirma que a contratação do banco de investimentos Credit Suisse para reestruturar a Celg precisa ser discutida abertamente com a sociedade. O peemedebista apresentou, nesta quarta-feira, 27, requerimento assinado por diversos deputados solicitando o fornecimento de todos os documentos relacionados à negociação. “A ideia é que a Assembleia possa emitir sua opinião e possa resguardar o nosso Estado em relação a esse acordo”, afirmou.
O líder da bancada do PMDB disse, em entrevista, que o plano precisa ser apresentado formalmente. “Queremos conhecer os detalhes de forma oficial, por meio dos documentos." Mais tarde, na tribuna da Assembleia, Daniel lembrou que, na operação negociada pelo governo anterior, a gestão da Celg ficaria a cargo da Eletrobras.
“Agora, o Credit Suisse, um banco estrangeiro, vai desempenhar a mesma função que antes seria desempenhada pela Eletrobras, uma estatal brasileira”, observa o deputado. Ele lembrou que, segundo a imprensa, o banco suíço pode lucrar até R$ 33 milhões – o equivalente a 40% do ICMS que a Celg repassa aos municípios do Estado.
Visita
O presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado José Vitti (PRTB), se disponibilizou a marcar, com o presidente da Celg, a visita de uma comissão de deputados à estatal, ou a visita dele à Casa, para repassar documentos e detalhes da operação. “Sabemos da competência e reconhecemos o esforço do vice-governador José Eliton em se pronunciar sobre os acontecimentos da Celg.”