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Dom Tomás lamenta que Dilma não tenha tratado de Reforma Agrária

02 de Maio de 2011 às 17:27

Ao participar ainda há pouco de audiência pública para o lançamento da 3° edição do Caderno Conflitos no Campo Goiás 2010, o conselheiro da Comissão Pastoral da Terra - CPT, Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, lamentou que a presidente Dilma Rousseff, durante sua campanha eleitoral, não tenha tratado do tema Reforma Agrária no Brasil.

O evento, realizado no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT), em parceria com a CPT. "Por que não uma reforma agrária no país, com democracia e justiça social?", questionou Mauro Rubem, ressaltando que o temor dos governantes está numa simples palavra: desapropriação.

"A terra pertence ao latifúndio, no Brasil, desde a época das capitanias hereditárias", lembra Dom Tomás, acrescentando que o Estado brasileiro tem condições financeiras de cumprir esse interesse social. "Refiro-me a uma reforma agrária inclusiva, de todos os brasileiros - dos índios, seringueiros, quebradeiras de coco -, feita com compreensão pela função social da propriedade da terra."

Dom Tomás lembra que, ao reconhecer na terra a comunhão total entre os homens, o Governo promoveria a paz no campo, colocando fim aos conflitos que, apenas em Goiás, no ano passado, despejou de suas terras 8.067 famílias de camponeses. Dom Tomás lamenta ainda que Goiás, o Estado que tem o maior canavial do País, hoje seja o campeão em trabalho escravo, intimidações e ameaças aos sem-terra e de muitos assissinatos.

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