Reforma Agrária
Participaram da mesa de discussões o deputado Mauro Rubem (PT); Antônio Carlos Cavalcante, promotor regional do Trabalho; Laydes Seabra, assessora de Relações Públicas e representante do prefeito Paulo Garcia (PT); Dom Tomás Balduíno, conselheiro da CPT; Adegmar José Ferreira, juiz da 10° Vara Criminal; José Valdir, representante da Via Campesina.
O deputado idealizador da audiência também apresentou projeto de lei de sua autoria, que dispõe sobre a suspensão de quaisquer benefícios fiscais e a proibição de contratação, pela Administração Pública, de empregadores, pessoas físicas ou jurídicas, incluídos no Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego, que tenham mantido trabalhadores em condições de escravidão.
“Esse debate é fundamental para mostrar à sociedade e autoridades que, apesar da modernização do campo, temos ainda uma enorme quantidade de trabalho escravo. Queremos, com isso, sensibilizar a Petrobrás a não comprar álcool produzido por fazendas que utilizam mão de obra escrava”, afirmou o parlamentar.
Dom Tomás lembra que, ao reconhecer na terra a comunhão total entre os homens, o Governo promoveria a paz no campo, colocando fim aos conflitos que, apenas em Goiás, no ano passado, despejou de suas terras 8.067 famílias de camponeses.
Dom Tomás lamentou que a presidente Dilma Roussef não tenha dado, durante sua campanha, a devida atenção à Reforma Agrária e disse ainda que Goiás, o Estado que tem o maior canavial do País, hoje seja o campeão em trabalho escravo.