Assembleia debate ação das torcidas nos estádios de futebol
O Pequeno Expediente desta terça-feira, 3, foi dominado pelo debate sobre a existência e as atuações das torcidas organizadas no Estado de Goiás, após o conflito no jogo Goiás x Vila Nova, no último domingo, que resultou na morte de um jovem de 19 anos. O deputado Carlos Antônio (PSC) apresentou projeto de lei que veda a participação dessas torcidas em eventos esportivos de todo o Estado.
No projeto, considera-se torcida organizada a pessoa jurídica de direito privado ou existente de fato que se organize com a finalidade de torcer e apoiar entidades de prática esportiva de qualquer natureza ou modalidade. Fica vedada, ainda, a entrada de torcidas uniformizadas e o porte de sinalizadores, rojões, foguetes ou artefatos que contenham pólvora, ou qualquer tipo de arma branca, além de bandeiras, camisas ou outras vestimentas que façam alusão ao nome da torcida organizada.
Carlos Antônio defende que, devido aos incidentes ocorridos, o objetivo principal do projeto é combater a violência nas quadras e ginásios e, principalmente, nos estádios de futebol, de modo que os eventos esportivos possam ser frequentados com tranquilidade. O deputado Daniel Vilela (PMDB) corroborou, defendendo ainda que a Assembleia Legislativa tem que se posicionar em relação à violência nos estádios de futebol, através de legislação que controle a entrada de torcedores nos eventos futebolísticos.
Já o pepista Evandro Magal se posicionou contra o projeto de Carlos Antônio, afirmando que quem legisla sobre extinção ou proibições acerca de qualquer reunião e/ou sociedade organizada é o Congresso Federal, não sendo o assunto de competência da Assembleia. “Para mim, isso parece mais oportunismo eleitoral”, afirmou o deputado.
O projeto já foi debatido e analisado sob os aspectos da constitucionalidade, a eficácia da medida e a adoção de novas políticas de segurança para os campeonatos de futebol, no auditório da Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia (Eseffego), em Goiânia, e contou com a participação de representantes do Ministério Público de Goiás, da Polícia Militar e de membros das torcidas organizadas Esquadrão Vilanovense e Força Jovem Goiás.