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Manifestantes ocupam galeria para protestar contra inflação

03 de Maio de 2011 às 17:03

Um grupo de manifestantes, composto por lideranças de bairros, estudantes, mototaxistas e outros segmentos, ocupou a galeria do Plenário Getulino Artiaga, na sessão desta terça-feira, 3, para protestar contra a alta da inflação no País. O objetivo dos participantes era chamar a atenção da mídia para o problema e pressionar os parlamentares para que cobrem providências do Governo Federal.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Sindipúblico), Aloísio Carlos, o Governo deveria dar o exemplo, baixando o preços dos combustíveis nos postos da Petrobrás, mas tem feito o contrário. Segundo ele, sindicatos, associações e outras entidades pretendem prosseguir com os protestos realizando atos em outros locais, como a Câmara Municipal e a Prefeitura. "Se for preciso, iremos a Brasília."

Wilton Lopes, presidente do Sindicato dos Mototaxistas e Motofretes do Estado de Goiás (Sindimotos), reclama que a procura pelos serviços já caiu cerca de 50% por causa da inflação. "Com a alta dos combustíveis, dos pneus e de outros itens, nós temos de aumentar os preços e a demanda diminui", afirma. Segundo ele, outras manifestações da categoria estão programadas, inclusive em Brasília.

Coordenadora do DCE da PUC-Goiás, a estudante Glauciane Almeida afirma que veio à Assembleia manifestar a insatisfação dos estudantes com a alta da inflação. "Assim como participamos de outras lutas, como a do passe livre, não podíamos deixar de nos juntar aos trabalhadores. Os deputados têm de cobrar do Governo Federal", salientou.

"A inflação já está alta para os padrões brasileiros, mas pode explodir ainda mais." Assim o presidente da Federação Goiana das Associações de Moradores (Fegam), Sebastião da Paz, justificou sua participação no protesto. Segundo ele, a intenção é levar a discussão do problema para os bairros da Capital. "Não podemos ficar calados. Eventos dessa natureza são uma oportunidade para as camadas mais carentes poderem se manifestar e discutir seus problemas", explica.

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