Ícone alego digital Ícone alego digital

Direitos Humanos

12 de Maio de 2011 às 10:35
TV Assembleia exibe debate sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, nesta quinta-feira, às 19 horas.

Resgatar um tempo marcado pela intolerância, pela tortura e ainda pela censura da liberdade de expressão. Este é o intuito do projeto de lei do Executivo federal que cria a Comissão Nacional da Verdade.

Para debater o tema, a Assembleia Legislativa recebeu no estúdio da TV Assembleia, na manhã desta quinta-feira, 12, o presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-integrante do primeiro escalão do Governo Lula, Nilmário Miranda; o presidente da Associação dos Anistiados de Goiás, Hélio Cabral; e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, deputado Mauro Rubem (PT). O programa será exibido nesta quinta-feira, às 19 horas, no canal 8 da NET e pelo site.

O projeto, que hoje está em fase de tramitação na Câmara, se aprovado, vai instalar a Comissão que teria a tarefa de examinar abusos cometidos durante o regime militar. A ação tem como objetivo estratégico promover a apuração e o esclarecimento público das violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil, durante o regime que vigorou entre 1964 e 1985.

Segundo o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), entre as atribuições da Comissão Nacional da Verdade, estará a de colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de direitos humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, conhecida como Lei da Anistia.

Além disso, a comissão também teria o objetivo de identificar e tornar públicas as estruturas utilizadas para a prática de violações de direitos humanos, suas ramificações nos diversos aparelhos do Estado e em outras instâncias da sociedade. Caso seja criada, a comissão teria apenas o papel de investigar os fatos, mas não de punir qualquer um dos implicados, o que cabe apenas à Justiça.

Para o deputado Mauro Rubem, esse projeto já deveria ter sido aprovado e a comissão já deveria atuar efetivamente. “O Brasil tem sido motivo de vergonha por não tratar desse assunto, visto que demais países já possuem a comissão ou semelhante.”

“Caberá à Comissão da Verdade relatar a verdade e esse relatório será a história oficial do País. Queremos que as novas gerações não passem pelo que aconteceu na ditadura, mas que conheçam a história”, ressalta Nilmário.

O presidente da Associação dos Anistiados de Goiás, Hélio Cabral, afirma ser a favor da criação da comissão e acredita que esta medida está atrasada. “Nós, que fomos vítimas desse estado de arbítrio, temos a obrigação de resgatar esse passado”, pontua.

Mauro Rubem destacou ainda a necessidade de combater a cultura da violência e as agressões. “Esse poder da violência deve ser quebrado.” O parlamentar garantiu que será dada visibilidade ao assunto para levá-lo à sociedade, e citou, inclusive, que as academias de polícia e seus novos integrantes sejam informados sobre os acontecimentos da época da ditadura, para que eles tenham uma visão no sentido de não haver incorporação daquelas práticas.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.