Parlamentares opinam sobre reformulação do Código Florestal de Goiás
Os deputados presentes à audiência pública que debate, nesta sexta-feira, 13, a reforma do Código Florestal de Goiás, colocaram sua opinião sobre o tema durante a abertura dos trabalhos.
A deputada Sônia Chaves (PSDB) ressaltou a importância de debater o tema nas dez regiões político-administrativas do Estado. “Goiás é um Estado extenso com uma grande diversidade entre suas regiões, e colher informações levando em conta essas características garante um Código em acordo com a realidade de nosso Estado.”
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, deputado Wagner Siqueira (PMDB), afirmou que o assunto deve ser tratado com grande responsabilidade. “É um assunto que tem que ser levado muito a sério, o meio ambiente já deu sinais que não suporta da maneira como está. Portanto, existem fatos que não podem ser negados, precisamos fornecer alimentos, e precisamos também preservar. E é possível sim que estes dois itens caminhem juntos e é isso que buscamos.”
Valcenôr Braz (PTB) disse que, ao se tratar de meio ambiente, é necessário que o debate inclua todas as regiões, inclusive as cidades. “Acredito que nossa abordagem deve incluir as cidades no novo Código Florestal. Cobra-se muito de um lado e esquecemos de outro. É preciso preservar margens em áreas urbanas, determinar regras ambientais para esses locais, pois são responsáveis pela maior parte dos danos provocados ao meio ambiente atualmente."
Francisco Júnior (PMDB) assegurou que o sucesso dos trabalhos será conquistado a partir do momento em que o texto, que será levado para formulação do novo Código, seja possível de ser cumprido. “Goiás é a quinta economia do País e 60% disso é fruto do agronegócio e nosso grande desafio é colocar uma legislação que possa ser cumprida. Estamos aqui para debater com a sociedade um Código justo, que dê condições para que o produtor possa produzir, que nossos filhos possam tomar uma água limpa e que possamos seguir desenvolvendo e preservando."
O parlamentar sugeriu que “é preciso descobrir como utilizar o território, de maneira que ele continue produtivo sem trazer as consequências da exploração irresponsável".
A audiência está sendo realizada no Plenário José Rodrigues dos Reis, da Câmara de Vereadores de Luziânia.